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O Ministério do Interior dos Emirados Árabes Unidos participou de um painel intitulado “Centros de fraude, cassinos online e investimentos de alto risco no Sudeste Asiático”, realizado à margem do 15º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal.
Hamad Mohammed Al-Hinai, especialista do Departamento Federal de Crimes Cibernéticos do ministério, fez uma apresentação sobre o ecossistema criminoso em torno dos centros de fraude, incluindo tráfico de pessoas, fraudes de investimento, lavagem de dinheiro e uso indevido de ativos virtuais, além de crimes relacionados a cassinos online e à infraestrutura digital.
Al-Hinai afirmou que esses crimes abrangem diversas jurisdições, com criminosos atuando em diferentes países e recorrendo a infraestruturas digitais e financeiras localizadas em várias partes do mundo. Segundo ele, enfrentar essas atividades exige maior cooperação internacional, mais intercâmbio de informações e ações coordenadas entre as autoridades competentes para rastrear as redes criminosas e interromper suas operações.
A apresentação também destacou os esforços dos Emirados no combate a crimes financeiros e cibernéticos transnacionais, incluindo a coordenação entre órgãos de segurança, instituições financeiras e o setor privado, além da rápida troca de informações e do tratamento de denúncias. Foram apresentados ainda modelos de parceria entre os setores público e privado, e reafirmado o compromisso dos Emirados de desenvolver e fortalecer essas práticas em cooperação com parceiros internacionais.
Al-Hinai ressaltou a necessidade de ir além da investigação de casos individuais e concentrar os esforços no rastreamento das redes criminosas e das conexões entre seus integrantes. Isso inclui a análise de contas bancárias, carteiras de criptomoedas, domínios na internet, endereços IP, dispositivos, empresas, beneficiários e contas financeiras intermediárias.
Essa abordagem, disse, ajuda a identificar quem dirige as redes criminosas e a infraestrutura que sustenta suas operações, permitindo às autoridades desmantelá-las e interromper suas atividades.
Al-Hinai acrescentou que o combate ao crime organizado transnacional exige um sistema integrado de intercâmbio de informações, rastreamento de fluxos financeiros, cruzamento de dados e fortalecimento da cooperação entre órgãos de segurança e entidades dos setores financeiro e tecnológico. Como as redes criminosas atuam além das fronteiras nacionais, afirmou, as respostas de segurança e inteligência também precisam ultrapassar essas fronteiras.




