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O presidente da Guiana, Irfaan Ali, realizou nesta segunda-feira (10) uma videoconferência com seu homólogo brasileiro. Acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores e Cooperação Internacional, Hugh Todd, e outros membros de seu gabinete ministerial, o mandatário guianês ressaltou que seu país deseja ter uma “parceria estratégica muito forte” com o Brasil.
Durante a conversa, os dois líderes acertaram detalhes da agenda da visita de Jair Bolsonaro a Georgetown no final deste mês. No final do ano passado, Ali expressou seu desejo de sediar uma cúpula regional com os líderes da Guiana, Brasil, Suriname e Guiana Francesa este mês, focada no estabelecimento de um acordo multilateral de cooperação energética.
O ex-chanceler Ernesto Araújo fez viagem oficial à Guiana em 2020, na qual tratou da visita de Bolsonaro para o ano seguinte, mas o compromisso foi adiado por conta da pandemia.
Um dos principais temas a serem tratados é a conclusão do Projeto Rodoviário Guiana-Brasil, e a implementação do “Acordo Transporte Rodoviário Internacional”. Atualmente, os veículos brasileiros precisam deixarem cargas e passageiros em Lethem, na fronteira dos dois países, de onde eles são colocados em caminhões e ônibus guianenses, respectivamente, para seguir viagem pelas estradas do país vizinho.
Além disso, o governo guianês deseja avançar em acordos bilaterais nas áreas da segurança alimentar, energética, telecomunicações, integração de infraestrutura e comércio.
Durante a videoconferência, Ali destacou que, devido a sua localização geográfica, as nações vizinhas devem fortalecer a cooperação energética, pois além de petróleo e gás natural, há muitas oportunidades na exploração de bauxita. Ele acredita que isso criará uma oportunidade de ligação direta com o norte do Brasil e o Atlântico que pode “tornar-se uma excelente plataforma para para desenvolvermos um projeto integrado”.
No tocante ao comércio, atualmente existe um acordo que visa fomentar os fluxos comerciais bilaterais por meio da troca de preferências tarifárias. O desejo da Guiana é uma ampliação desse acordo, para aumentar, por exemplo, seu volume de exportação de arroz para o Brasil.
Por sua vez, o presidente Bolsonaro afirmou que a agenda de discussão parece “muito promissora” e que levarás técnicos dos ministérios para o acompanharem na visita a Georgetown e poder tratar de todos esses temas.
* Com informações de News Room.




