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Após participar, a convite da China, da 14ª Cúpula do BRICS, o presidente argentino Alberto Fernández pediu a inclusão de seu país no bloco econômico, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Tendo acompanhado os discursos nos dias 23 e 24 de junho, Fernández confirmou que a Argentina deseja integrar o BRICS e “dar sua contribuição como membro do grupo”. Segundo ele, o órgão multilateral “constitui uma plataforma com enorme capacidade para discutir e implementar a agenda que nos levará a um futuro melhor e mais justo”
A intenção argentina foi revelada em maio por Sabino Vaca Narvaja, embaixador da Argentina na China. Embora o BRICS tem alguns convidado diversos países para a Cúpula como membros observadores, não há previsão de uma mudança de seus membros em um futuro próximo, embora se fale sobre uma futura expansão. Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irã e Indonésia estariam entre os interessados.
Após o evento, presidente argentino disse à imprensa de seu país que ficou “honrado” pelo convite para participar da Cúpula. “Aspiramos a ser membros plenos deste grupo de nações que já representa 42% da população mundial e 24% do produto interno bruto global”, frisou.
Ao analisar o cenário atual de instabilidade econômica no mundo, Fernández pediu a resolução do conflito na Ucrânia e disse que a Argentina, como outras nações, são “a periferia que sofre”.
“Quero levantar minha voz para que o mundo inteiro entenda que, embora a guerra seja travada na Europa, suas trágicas consequências repercutem na América Latina e no Caribe, na África e em todo o hemisfério sul”, finalizou.
* Com informações de Página 12.




