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Suécia defende ampliação da ambição climática global em preparação para a COP31

País destaca financiamento climático, transição energética justa e ampliação dos sistemas de alerta precoce como prioridades para a conferência.

Redação Diplomacia Business

24/10/2026 · 05h10

Charlotte Kugelberg, representante da Suécia, durante declaração nacional sobre ação climática em evento especial da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.Foto: Embaixada da Suécia

A Suécia defendeu o fortalecimento dos compromissos climáticos internacionais durante o evento especial “A Planet Fit for the Future: Restoring Trust through Climate Action”, realizado em Nova York, por iniciativa do presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas. A declaração nacional foi apresentada por Charlotte Kugelberg, que destacou a urgência de ampliar a ambição global diante da crise climática, às vésperas da COP31.

Em sua manifestação, a representante sueca ressaltou que a ação climática vai além da proteção ambiental, contribuindo também para a competitividade econômica, a segurança energética, o desenvolvimento sustentável e a estabilidade global. A Suécia espera que a COP31 transmita um sinal claro de aceleração da transição para uma economia de emissões líquidas zero, com políticas públicas capazes de estimular soluções sustentáveis em setores como energia, transportes, indústria, gestão de resíduos e sistemas alimentares.

A declaração também enfatizou a necessidade de uma transição justa e ordenada para longe dos combustíveis fósseis, acompanhada pela ampliação da eletrificação, da eficiência energética e do uso de fontes renováveis. O Acordo de Paris foi apontado como o principal marco para a cooperação climática internacional, com destaque para as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), a ciência e a inovação.

Outro ponto central foi o financiamento climático. A Suécia destacou sua contribuição internacional nessa área, inclusive por meio do Fundo Verde para o Clima, do Fundo Global para o Meio Ambiente e do Fundo de Adaptação, e incentivou outros países a ampliar o apoio, especialmente aos países menos desenvolvidos, Estados insulares em desenvolvimento e nações costeiras vulneráveis. A representante também defendeu a expansão dos sistemas de alerta precoce para eventos climáticos extremos, com o objetivo de proteger vidas e meios de subsistência.

É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

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