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A Embaixada da República do Zimbábue no Brasil promoveu, na noite desta terça-feira (22), uma recepção em comemoração aos 45 anos de independência do país africano. O evento, realizado em Brasília e conduzido pelo embaixador Meshack Kitchen, reuniu diplomatas, autoridades brasileiras e convidados para celebrar o legado da luta de libertação e destacar os rumos do desenvolvimento nacional.
Com o tema “Zimbábue aos 45 anos: Descentralizar e Desenvolver Juntos Rumo à Visão 2030”, a cerimônia reforçou o compromisso do governo zimbabuano com a transformação do país em uma economia de renda média-alta, pautada pelo desenvolvimento inclusivo e sustentável. Em seu discurso, o Embaixador Kitchen sublinhou a importância da descentralização como estratégia para garantir que todas as comunidades participem do progresso. — Nossa trajetória como nação é marcada por resiliência, unidade e determinação inabalável — afirmou.

O diplomata também destacou avanços econômicos obtidos sob a liderança do presidente Emmerson Dambudzo Mnangagwa, apesar das sanções internacionais. Ele ressaltou o lema nacional Nyika inovakwa nevene vayo (“O país é construído por seus próprios donos”) como expressão do esforço coletivo da população. Segundo Kitchen, setores como mineração, manufatura, tecnologia e revitalização rural têm apresentado crescimento. O setor mineral, por exemplo, projeta uma expansão de 5,6% em 2025, impulsionado pela abertura de novas minas e pela valorização internacional dos minerais.
A política externa do Zimbábue, segundo o Embaixador, tem a diplomacia econômica como um de seus pilares. Nesse contexto, o Brasil foi citado como parceiro estratégico, especialmente em projetos de cooperação nas áreas de produção de algodão e desenvolvimento da pecuária, apoiados pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC). O país também expressou apoio à realização da Cúpula do BRICS no Rio de Janeiro, em 2025, e à COP30, programada para novembro do mesmo ano, em Belém (PA).

Representando o governo brasileiro, o Embaixador Carlos Sergio Sobral Duarte, secretário do Departamento de África e Oriente Médio do Itamaraty, relembrou que o Brasil foi um dos primeiros países a reconhecer a independência do Zimbábue. — Como países em desenvolvimento, enfrentamos desafios e prioridades comuns, especialmente no combate à fome e à pobreza — afirmou Duarte, anunciando ainda a realização do segundo Diálogo Brasil-África sobre segurança alimentar e agricultura sustentável, que deverá contar com a participação zimbabuana.
A noite foi encerrada com um brinde à amizade entre Brasil e Zimbábue, à continuidade da parceria bilateral e à construção de um futuro mais próspero para ambos os povos.















