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A Embaixada da Itália no Brasil realizou, na terça-feira (7), a 6ª edição do “Vini D’Italia – Salão do Vinho Italiano no Brasil”, um dos mais prestigiados eventos dedicados à promoção da cultura enogastronômica italiana no país. A iniciativa, já consolidada no calendário oficial de Brasília desde 2018, celebra a excelência dos vinhos italianos e reforça as relações comerciais e culturais entre as duas nações.
Sob a liderança do embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, e com curadoria da crítica enogastronômica Sueli Maestri, idealizadora do projeto, o evento deste ano apresentou o tema “Viagem Sensorial pela Itália: do Vinhedo ao Prato”, convidando o público a uma imersão nas diferentes regiões italianas, conectando cada rótulo à sua rica e diversa gastronomia.
Integrado à Semana da Cozinha Italiana no Mundo — iniciativa global promovida pelo Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália —, o salão reafirma o compromisso do país em promover não apenas seus vinhos, mas também todo o estilo de vida e o patrimônio cultural italianos, reconhecidos mundialmente por sua tradição, qualidade e inovação.

Em seu discurso, o embaixador Cortese destacou o papel central da Itália no cenário global da vitivinicultura: “A Itália é o maior produtor e o maior exportador de vinhos do mundo, com mais de 44 milhões de hectolitros produzidos anualmente e cerca de 21 milhões exportados. Com mais de 600 variedades autóctones e 526 denominações de origem, nossos vinhos contam histórias únicas de territórios, pessoas e tradições”, afirmou.
O diplomata também ressaltou o crescimento do consumo de vinhos italianos no Brasil: “No primeiro trimestre de 2025, as exportações italianas de vinho para o Brasil cresceram 14%, um dado que confirma o potencial do mercado brasileiro e o crescente apreço dos consumidores locais pela excelência italiana.”

Para Cortese, investir no vinho italiano é investir em um modelo de economia que une beleza, qualidade e sustentabilidade. Ele lembrou ainda que, desde 2023, a Itália apresentou à UNESCO a candidatura da culinária italiana como patrimônio cultural imaterial da humanidade, reforçando o valor da gastronomia como um dos motores do turismo cultural internacional.

O Vini D’Italia reafirma-se, assim, como uma plataforma estratégica de negócios e de diplomacia cultural, capaz de aproximar produtores e importadores, promover o intercâmbio entre os setores e fortalecer a imagem do Made in Italy no Brasil.










*É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.




