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A “Década Internacional das Línguas Indígenas (2022-2032)” foi instituída na Assembleia Geral das Nações Unidas em dezembro de 2019, como resultado de uma sequência de debates no âmbito do Ano Internacional das Línguas Indígenas – proclamado pela UNESCO naquele mesmo ano.

Em 2020, foi elaborada a Declaração de Los Pinos [Chapoltepek], emitida na Cidade do México, que incluiu especialistas indígenas e representantes de diferentes regiões.

A UNESCO fez um levantamento das línguas ameaçadas de extinção e concluiu que as áreas com maior número de idiomas que podem desaparecer são África, Sibéria oriental, Sibéria Central, Austrália do Norte, América Central, Planalto Noroeste do Pacífico, assim como o Oklahoma (EUA) e Cone Sul da América do Sul.

O debate mundial proposto pela ONU é acompanhado de outro estudo da Australian National University (ANU), mostrando que das 7 mil línguas reconhecidas no mundo, quase metade estão ameaçadas de extinção. Destas, 1.500 podem deixar de ser faladas até 2100. Conforme Lindell Bromham, um dos autores do estudo, sem intervenção imediata, essa perda de linguagem poderia triplicar nos próximos 40 anos.

Publicado na edição de dezembro de 2021 revista Nature Ecology and Evolution, o estudo mostrou que, “cada idioma está sujeito a pressões sociais, demográficas e políticas específicas”. Portanto, cada país precisa estabelecer sua própria estratégia, sendo necessário “um investimento urgente em documentação linguística, programas de educação bilíngue e outros respaldados pela comunidade”.

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