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A ativista indígena Txai Suruí, uma das principais vozes da juventude indígena brasileira, foi reconhecida com o Prêmio Tulipa dos Direitos Humanos, entregue pela Embaixada do Reino dos Países Baixos no Brasil. A premiação internacional destaca pessoas que, por meio de ações corajosas e criativas, promovem e protegem os direitos humanos em seus territórios e no mundo.
Txai, que é coordenadora-geral da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, nasceu em Rondônia e pertence ao povo Paiter Suruí. Desde muito jovem, tem se dedicado à defesa da floresta, dos povos originários e da justiça climática. Ela também fundou o Movimento da Juventude Indígena de Rondônia, iniciativa que fortalece o protagonismo dos jovens indígenas na luta por seus direitos.
O nome de Txai ultrapassou fronteiras em 2021, quando ela discursou na abertura da Conferência do Clima da ONU (COP26), em Glasgow. Com firmeza e sensibilidade, fez um apelo global por ação imediata diante da crise climática: “Precisamos tomar outro caminho com mudanças corajosas e globais. Não é 2030 ou 2050, é agora.”
A entrega do Prêmio Tulipa vai além de uma conquista individual — é o reconhecimento da força coletiva dos povos indígenas e de sua luta diária para manter a floresta viva. A trajetória de Txai ecoa esperança e inspira uma geração que não aceita esperar para ver: quer mudanças já.
Com esse novo reconhecimento, Txai segue ampliando sua voz e abrindo caminhos para que outras lideranças indígenas continuem a florescer. Afinal, como ela mesma mostra em sua caminhada, defender os direitos humanos é, também, defender o direito à vida em harmonia com a natureza.




