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Foi a classificação mais alta de Taiwan em 16 anos. O país teve forte desempenho econômico em 2021, “aumento esse que foi impulsionado principalmente pelo crescimento no setor de exportação”, segundo o representante de Taiwan no Brasil, Diego Wen.
Em entrevista exclusiva ao Diplomacia Business, Diego Wen informa que as exportações de Taiwan em 2021 aumentaram 14,6% em relação ao ano anterior, atingindo um recorde de US$827.9 bilhões. “A grande demanda por chips semicondutores tem contribuído significativamente para esse aumento”. Ainda segundo Diego Wen, Taiwan é responsável por uma participação impressionante de 63% do mercado global de semicondutores. “Ou seja, um dos grandes desafios seria aperfeiçoar as oportunidades impostas pela pandemia e manter esse aumento para assim atender melhor a demanda do Brasil e do mundo”, relata. Veja a entrevista de Diego Wen:
Quais são as prioridades e os desafios do senhor no Brasil?
Representante de Taiwan no Brasil, Diego Wen – Primeiramente, gostaria de dizer que me sinto honrado em representar Taiwan aqui no Brasil, uma potência em ascensão. É um motivo de grande orgulho profissional servir no 5º maior país do mundo. A atual liderança do Brasil mostrou-se extremamente benéfica para as relações bilaterais Brasil X Taiwan.
Taiwan e Brasil possuem importantes trocas comerciais, que se fortalecem a cada ano. Em 2021, o comércio bilateral entre nossas nações foi de US$ 4,2 bilhões. Além disso, é importante ressaltar que Taiwan ocupou o 17° lugar no ranking nas origens das importações do Brasil em 2021.
Taiwan é um importante provedor de componentes eletrônicos, sendo assim, em 2021, os principais produtos exportados para o Brasil foram válvulas e tubos termiônicos, diodos, transistores, além de equipamentos, peças e acessórios de telecomunicações. O Brasil, por sua vez, exportou, principalmente, soja, milho, minérios de cobre e celulose para Taiwan. Minhas prioridades aqui no Brasil vão além de manter uma estreita e transparente relação com nosso maior parceiro na América Latina, focarei também em manter um comércio bilateral forte entre as duas nações.
Taiwan conseguiu controlar a COVID-19? Como a pandemia afetou o mercado global?
Diego Wen – Taiwan tomou ciência da primeira pessoa contaminada em janeiro de 2020, e, no mesmo dia, avisou o Centro de Comando de Epidemias. “Nossa prudência, rapidez, antecipação e a confiança pública no governo” foram os fatores que impulsionaram a contenção bem-sucedida da pandemia da Covid-19 em Taiwan. Além disso, o povo taiwanês cumpre os regulamentos do governo, e todas as áreas públicas e particulares estão mobilizadas para em conjunto superar essa crise.
Além de ter um impacto significativo sobre a economia global como um importante ator na indústria da informática, o sucesso das empresas de alta tecnologia de Taiwan é amplamente atribuído aos generosos fundos do governo que são aplicados no desenvolvimento científico.
O Modelo de Prevenção de Taiwan contra a Covid-19 mostrou-se de extrema eficácia sendo que o Parlamento da América Central, os membros latino-americanos e caribenhos do Clube Formosa, 94 parlamentares mexicanos, 70 parlamentares brasileiros e outros amigos assinaram uma carta recomendando a inclusão de Taiwan na OMS.
Quais são os desafios da era pós-pandemia em Taiwan?
Diego Wen – De acordo com os dados estatísticos da Organização Mundial do Comércio, Taiwan ficou em 16º lugar entre as maiores economias do mundo em 2021, sua classificação mais alta em 16 anos. O forte desempenho econômico de Taiwan em 2021, aumento esse que foi impulsionado principalmente pelo forte crescimento no setor de exportação.
As exportações aumentaram 14,6% em relação ao ano anterior, atingindo um recorde de US$827.9 bilhões. A grande demanda por chips semicondutores tem contribuído significativamente para esse aumento. Taiwan é responsável por uma participação impressionante de 63% do mercado global de semicondutores. Ou seja, um dos grandes desafios seria aperfeiçoar as oportunidades impostas pela pandemia e manter esse aumento para assim atender melhor a demanda do Brasil e do mundo.


