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Na Reunião de Avaliação do Progresso do Fórum Global sobre Refugiados (15 a 17 de dezembro), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) alerta que o apoio aos refugiados e às comunidades que os acolhem está diminuindo, mesmo com o deslocamento global permanecendo em níveis recordes.
O PNUD pediu um investimento mais robusto e de longo prazo em serviços básicos, empregos e sistemas nacionais.
Até o final de 2024, conflitos, choques climáticos e instabilidade econômica forçaram 117 milhões de pessoas a deixarem suas casas. A maioria buscou refúgio em países de baixa e média renda, que abrigam 2,5 vezes mais refugiados do que os países de alta renda, apesar de enfrentarem suas próprias pressões econômicas.
O PNUD afirma que evidências de dezenas de países mostram que investimentos em desenvolvimento, como a reforma de escolas, clínicas, redes de água e mercados, ajudam a estabilizar as comunidades, reduzir tensões e apoiar retornos seguros e voluntários, bem como a integração.
“O mundo não pode continuar respondendo ao deslocamento com soluções paliativas”, disse Shoko Noda, Diretora do Escritório de Crises do PNUD. “Os países anfitriões estão carregando um fardo insuportável. Sem ações concretas de desenvolvimento, as crises globais de deslocamento só irão se agravar. O custo da inação será muito maior do que agir agora.”
O Fórum Global sobre Refugiados é o maior encontro internacional sobre questões de refugiados, realizado a cada quatro anos para avaliar o progresso e mobilizar novos compromissos no âmbito do Pacto Global sobre Refugiados. A Reunião de Avaliação de Progresso de 2025 avalia como governos, organizações internacionais e parceiros estão cumprindo as promessas feitas em 2023.
Em 2024, o PNUD investiu mais de US$ 618 milhões em mais de 60 países afetados por deslocamentos forçados. No Líbano e na Turquia, programas de emprego e meios de subsistência alcançaram mais de 1 milhão de pessoas. No Irã, 373 mil refugiados afegãos tiveram acesso a serviços de saúde por meio do sistema nacional com o apoio do PNUD.
Mas esses avanços estão em risco. O financiamento global para respostas à crise dos refugiados caiu em 2024 e a expectativa é de que diminua novamente este ano. O apoio também permanece profundamente desigual: os países de baixa renda, que abrigam 19% dos refugiados, embora representem apenas 0,6% da riqueza global, continuam cronicamente subfinanciados.
Olhando para o Fórum Global sobre Refugiados em 2027, o PNUD afirmou que expandirá as parcerias com governos, o setor privado e o ACNUR para fortalecer os sistemas nacionais, vincular a adaptação climática aos meios de subsistência e à recuperação, mobilizar financiamento para o clima e o desenvolvimento e ampliar a programação conjunta em comunidades de acolhimento, trânsito e retorno.
Fonte: PNUD.




