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O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, destacou nesta segunda-feira (24) a importância estratégica da cooperação com a indústria para fortalecer as defesas digitais da Aliança. Em discurso na 3ª Conferência de Nuvem da OTAN, em Bruxelas, ele afirmou que “não há defesa forte sem uma indústria forte e inovadora”, vinculando segurança, computação em nuvem, edge e inovação às prioridades de segurança coletiva.
Diante de um público de 500 representantes de governos, empresas e academia dos países aliados e parceiros, Rutte alertou para o avanço tecnológico de Rússia, China, Coreia do Norte e Irã, especialmente em inteligência artificial e computação quântica. Segundo ele, a OTAN precisa acelerar a transformação digital: “Devemos acelerar a adoção de nuvem — ou ficaremos para trás”.
O secretário-geral cobrou a implementação efetiva da Política de Computação em Nuvem e de Borda e do Project ACE (Allied Software for Cloud and Edge Services), iniciativas que visam ampliar o compartilhamento de dados e agilizar processos de decisão em operações conjuntas.
Rutte citou ainda as lições da rápida migração para nuvem da Ucrânia, usada para mitigar o impacto de ataques russos, como exemplo da urgência de modernização. Ele lembrou que as decisões da Cúpula de Haia, incluindo o compromisso de destinar 5% do PIB à defesa até 2035, abrem espaço para reforçar investimentos em capacidades digitais como ciberdefesa, IA e tecnologias de nuvem.
Ao abordar preocupações sobre soberania digital, o secretário-geral defendeu um equilíbrio entre controle nacional e interoperabilidade coletiva, reforçando que escalabilidade, resiliência e velocidade — especialmente com edge computing — serão essenciais para as forças armadas dos países aliados.
*Com informações da OTAN.




