Getting your Trinity Audio player ready...

O mês de presidência de Moçambique do Conselho de Segurança termina em 31 de março. Em abril, a liderança rotativa é da Rússia. O presidente Filipe Jacinto Nyusi fala em exclusivo à ONU News, em Nova Iorque. Os destaques são coordenação com o Brasil no Conselho, contraterrorismo, reivindicação de jovens e participação da mulher no poder.

ONU: Presidente, acaba de sair do Conselho de Segurança que esteve a liderar. Para um país com desafios econômicos, do clima e de vária ordem na frente de um órgão proeminente para questões da paz e segurança. Que diferença é que fez esta presença neste mês?

Filipe Jacinto Nyusi: A primeira é a presidência efetiva ou presencial. Nesse aspecto, nós quando fomos eleitos para membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas olhamos para o mundo: para a África, para a nossa região e para o nosso próprio país.

Os desafios são enormes, mas quando se trata desses casos é preciso focalizar as matérias para evitar que nos espalhemos e que não resolvamos nada. Então, foi diferente estar aqui.

Quero agradecer às audiências em todos os momentos que tivemos: no primeiro painel, no segundo, incluindo hoje: a presença em nível de estadistas, em nível de secretários de diferentes áreas e de todos os países que estavam aqui conosco a apoiar. Sentimo-nos como um país que pode dar a sua contribuição para a matéria que nós escolhemos. Neste caso, como viu concretamente nos três dias, foi em torno de paz, em torno de não guerra, do combate ao terrorismo e, sobretudo, a paz.

Existem nações com os quais Moçambique tem afinidade, nomeadamente os lusófonos. Está com o Brasil no Conselho de Segurança. Existe algum acerto para tratar de temas de preocupação nacional como este?

Existem acordos de cooperação, mesmo antes de surgimento do terrorismo surgir em Moçambique em 2017. Esses acordos prevalecem, em nível da defesa e segurança, e têm a sua contribuição indireta, porque daqueles após o que são feitos com Portugal em treinamento, apoio de formação nas escolas, nas universidades e nas academias. Isso funciona.

Portugal ainda entra com alguma força porque faz parte da União Europeia. A União Europeia está empenhada na formação, na preparação e no apoio com material não letal. Quem lidera o processo de treinamento militar ainda é Portugal.

Existe além da solidariedade, não só com Portugal e o Brasil, mas também com Angola. Angola é um membro da Sadc que está empenhado com a contribuição financeira para apoiar as Forças da Sadc, e não só, e com algum efetivo no terreno para apoio à área de comando.

Confira na íntegra a entrevista:

Compartilhar.
Translate »