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O Presidente do Panamá, José Raúl Mulino, anunciou ontem (29), a retirada de todo o seu pessoal diplomático da Venezuela e que as relações com o país sul-americano foram suspensas até que seja implementado um sistema de contagem de votos institucional, transparente e confiável das eleições presidenciais venezuelanas, realizadas no domingo (28).
A suspensão nas relações diplomáticas permanecerá – explicou Mulino – até que se faça uma revisão completa da ata e do sistema informático de contagem dos votos, o que nos permitirá conhecer a genuína vontade popular. As relações consulares serão mantidas, para não afetar os venezuelanos residentes no Panamá.
O governo Mulino também solicitará uma reunião do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) para convocar uma reunião de consulta de ministros das Relações Exteriores na qual será discutida a situação na Venezuela.
O Presidente alertou que a “subjugação” do sistema democrático na Venezuela é uma tentativa de golpe institucional contra a decisão soberana do povo, e acrescentou que “o Panamá aplica a doutrina Betancourt, através da qual regimes que não respeitam os direitos humanos e violam as liberdades, eles não merecem reconhecimento diplomático.”
“Tenho certeza de que dentro da democracia tudo, fora da democracia nada”, disse Mulino.
“A situação atual não me permite outra coisa senão ser enérgico. Os milhões de venezuelanos no seu país e no estrangeiro merecem que o verdadeiro povo seja respeitado. Os princípios e valores democráticos não são negociáveis.”
Mulino definiu como “frágil” a relação entre os dois países nos últimos anos, que foi prejudicada em 26 de julho, na sequência da decisão unilateral do governo venezuelano de fechar o seu espaço aéreo aos voos da panamenha Copa Airlines.
Fonte: Presidência do Panamá.




