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O presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL/SP), recebeu na quarta-feira, 4, os representantes diplomáticos dos países do Golfo no Brasil, com quem conversou sobre a crise no Oriente Médio. Esses países cobraram a condenação, pelo governo brasileiro, aos ataques do Irã contra Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Jordânia e Kuwait.
No dia 28 de fevereiro, o Itamaraty, em Nota Oficial, condenou os ataques dos EUA e Israel ao Irã. Apenas 12h após o início das hostilidades, uma nova nota foi emitida manifestando preocupação com a escalada de hostilidades na região do Golfo. Na terça-feira, 3, o Itamaraty publicou uma terceira nota oficial, desta vez, sobre os ataques entre Hezbollah e Israel.
Luiz Philippe lamentou a postura do Brasil em relação aos eventos ocorridos na região e afirmou que “a maioria da sociedade brasileira não comunga das mesmas opiniões do atual governo. Na CREDN, na terça, 3, realizamos reunião extraordinária para tratar deste assunto e aprovamos Moção de Repúdio aos ataques do Irã contra os Estados do Golfo. E na quarta, 4, aprovamos Moção de Repúdio às declarações do assessor internacional Celso Amorim, em defesa do Irã, além da Convocação do ministro das Relações Exteriores para explicar a posição da nossa diplomacia em torno desse conflito”, afirmou.
De acordo com o Embaixador do Bahrein no Brasil, Bader Abbas Alhelaibi, o Irã continua atacando os países do Golfo e não apenas as bases americanas nesses países, mas zonas residenciais, aeroportos e portos, o que pode impactar as cadeias logísticas e afetar até mesmo as exportações brasileiras para a região, que passam pelo Estreito de Ormuz.
Além dele, também participaram do encontro o Primeiro Secretário da Embaixada da Arábia Saudita, Meshal Alshalan; o Chefe da Missão do Catar, Mohamed Yousef Al Mohanmadi; a Encarregada de Negócios dos Emirados Árabes Unidos, Muna AlFalahi; o Embaixador do Kuwait, Talal Almansour; e o Vice-Embaixador de Omã, Abdulmohsin Alojaili.
Fonte: Assessoria de Imprensa CREDN.




