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Uma coalizão de ministros das Relações Exteriores e representantes de mais de 20 países expressou “grave alarme” diante dos relatos de violência sistemática contra civis em El Fasher, no Sudão, após a tomada da cidade pelas Forças de Apoio Rápido (RSF).
O grupo denunciou ataques deliberados a civis, assassinatos em massa por motivação étnica, violência sexual relacionada ao conflito, uso da fome como arma de guerra e bloqueio de ajuda humanitária — práticas que, segundo o comunicado, configuram crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
Os signatários exigem o fim imediato da violência e o acesso irrestrito de agências humanitárias como o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e o UNICEF às áreas afetadas. Também apelam para um cessar-fogo e uma trégua humanitária de três meses, em linha com a Resolução 2736 do Conselho de Segurança da ONU e a proposta do grupo Quad.
A declaração reforça o apoio à soberania e integridade territorial do Sudão e pede que as partes em conflito retornem à mesa de negociações, destacando que apenas um processo político inclusivo e liderado pelos sudaneses poderá pôr fim à crise.
O documento é assinado por representantes de países como Noruega, Austrália, Canadá, Alemanha, Irlanda, Suécia, Reino Unido e outros membros da União Europeia, além da Suíça.
*É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.




