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Num relatório publicado nesta segunda-feira (12), a ONU informa que quase 50 milhões de pessoas ainda são vítimas da escravidão moderna no mundo. Um flagelo que a ONU gostaria de erradicar antes de 2030.
Com a recente pandemia, a escravidão moderna tem aumentado nos últimos anos. De acordo com um recente relatório da ONU, existem 50 milhões de escravos modernos no mundo. Mais de 27 milhões de pessoas se encontram em trabalhos forçados, enquanto 22 milhões são casados contra a sua vontade.
Um aumento significativo, entre 2016 e 2021, mais 10 milhões de pessoas estiveram em situações de escravatura, de acordo com relatórios da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM). Este é um problema levado muito a sério pela ONU, que quer erradicar todas as formas de escravidão antes de 2030.
Em 60% dos casamentos forçados e 80% dos casos de exploração sexual, as vítimas são mulheres ou meninas. No total, representam 54% das vítimas da escravidão moderna. Também vulneráveis, as crianças representam 12% dos trabalhadores forçados, em quase metade dos casos são também vítimas de exploração sexual.
Este aumento preocupante é explicado pela ONU como sendo devido a uma série de fatores ligados à última pandemia, tais como o aumento da pobreza e das migrações forçadas. Fatores que têm causado grandes perturbações na educação e no emprego em todo o mundo e que contribuem para esta escravidão moderna.
A ONU assinala também que estas formas de escravidão existem em quase todos os países e que mais de metade dos casos se encontra em países com rendimentos médios e superiores à média mundial.




