|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
Os vice-ministros do MIC do Paraguai, Rodrigo Maluff (Comércio e Serviços) e Marco Riquelme (Indústria), afirmaram que a nova dinâmica comercial enfrentada pelo Paraguai e outros países do mundo, em decorrência da reestruturação das tarifas recíprocas implementada pelos Estados Unidos, poderia ser alavancada por meio de uma nova estratégia de atração de investimentos, visando países com tarifas mais altas que possam ter interesse em realocar parte de sua base produtiva para territórios como o Paraguai.
O vice-ministro Maluff sustentou que o Paraguai está acostumado ao tipo de medidas comerciais anunciadas recentemente pelos Estados Unidos e que o impacto (10%) é administrável. Ele disse que o país deveria encarar essa situação como uma oportunidade para convidar outros países a investir no país.
Ele mencionou que, olhando rapidamente os cenários, nada deve mudar no setor de carnes no curto prazo, já que as matrizes de produção desse setor não são imediatas e levará entre 18 e 24 meses para que os produtores americanos decidam se é viável ou não investir no aumento da produção. Nesse sentido, ele acrescentou que o Paraguai deve demonstrar sua capacidade de produzir mais, aproveitar a cota que tem com os EUA e incentivar os industriais norte-americanos e de outros países a investir no país, produzir localmente e enviar seus produtos para o mundo.
Ele afirmou que o Ministério da Indústria e Comércio está trabalhando para analisar os impactos, setor por setor e produto por produto, gerenciando e administrando a atual situação comercial.
Estratégia de atração
Enquanto isso, o vice-ministro da Indústria, Marco Riquelme, explicou que as indústrias com capacidade exportadora significativa não pretendem fechar suas operações, mas buscarão países com déficit comercial e relações positivas com os Estados Unidos, como é o caso do nosso país. Isso permitiria que as empresas paraguaias diversificassem seus mercados e minimizassem o impacto das novas tarifas. “Nossa estratégia deve ser atrair investimentos focando nos benefícios que o Paraguai oferece, como sua força de trabalho jovem, vantagens fiscais e energia acessível”, disse o vice-ministro.
Embora as exportações para os Estados Unidos não representem uma grande porcentagem do PIB do país, Riquelme enfatizou a importância de se adaptar às mudanças no comércio global. Para isso, o governo paraguaio está se concentrando em melhorar a competitividade do país, especialmente com o Mercosul, onde o Paraguai mantém uma balança comercial positiva de US$ 2,5 bilhões anuais, graças à exportação de energia elétrica e commodities.
No entanto, o vice-ministro também destacou que o Paraguai tem um déficit significativo com o bloco comercial se considerarmos apenas produtos manufaturados, uma área significativa que precisa mudar para melhorar a posição comercial do país. “O objetivo é corrigir esse desequilíbrio e atrair mais investimentos que ajudem a revitalizar nossa indústria local”, disse Riquelme.
Financiamento
Em outra nota, Riquelme indicou que o Ministério da Indústria e Comércio está trabalhando em aspectos-chave para promover uma mudança significativa no financiamento industrial, trabalhando em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNF), com vistas a transformá-lo em um Banco de Desenvolvimento Industrial, já que atualmente apenas 5% de sua carteira de empréstimos é direcionada ao setor produtivo.
Fonte: Ministério de Indústria e Comércio do Paraguai.




