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Presidente Lula participa da Cúpula de Líderes da COP31 e da 49ª Reunião de Cúpula da ASEAN

Presidente participa da COP31, na Turquia, e da Cúpula da ASEAN, nas Filipinas, com agendas voltadas ao enfrentamento da mudança do clima, cooperação internacional e fortalecimento das relações diplomáticas e comerciais.

Redação Diplomacia Business

07/11/2026 · 06h45

Presidente participa da Cúpula de Líderes, na Turquia, e da Cúpula da ASEAN, nas Filipinas. Foto: Rafaela Ferreira / SECOM

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará da Cúpula de Líderes da COP31 em Antália, Turquia, nos dias 11 e 12 de novembro. De 13 a 15 de novembro, o presidente estará em Manila, Filipinas, onde ocorrerá a 49ª Reunião de Cúpula da ASEAN.

A programação da Cúpula de Líderes contará com uma abertura no dia 11, conduzida pela liderança compartilhada inédita entre Turquia e Austrália. Participarão da abertura o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, e o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese. O presidente Lula também fará um pronunciamento na ocasião.

Durante briefing realizado nesta sexta-feira, 6 de novembro, no Ministério das Relações Exteriores, o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty, embaixador Mauricio Carvalho Lyrio, destacou a relevância da participação do presidente Lula na mesa de abertura.

“É um convite de honra. Serão três líderes que farão os discursos e, obviamente, uma deferência especial ao presidente Lula. Deferência que pode ser atribuída não só à liderança que o presidente exerce em diversas negociações globais, mas também ao fato de que o Brasil tem credenciais muito consideráveis na área de combate à mudança do clima, credenciais que têm se reforçado há algum tempo”, apontou o embaixador.

Na ocasião, Lyrio informou que o presidente Lula fará um breve discurso na Cúpula e participará de um evento sobre florestas. Também está previsto um encontro com representantes da sociedade civil nacional e internacional na tarde do dia 12, quando o presidente deve realizar um pronunciamento.

MAPA DO CAMINHO — A presidência brasileira da COP30 apresentará ao mundo o Mapa do Caminho Internacional, que servirá como guia para os países traçarem suas rotas de afastamento dos combustíveis fósseis, de acordo com a realidade de cada nação. De acordo com o embaixador Lyrio, o Brasil levará elementos concretos que podem guiar os países nesse processo nos aspectos de transição energética e combate ao desmatamento.

Outro destaque importante a ser abordado pelo presidente Lula é o fortalecimento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). “Estamos contentes com os últimos anúncios de acréscimos e contribuições ao Fundo feitos pelo Reino Unido e pelos Países Baixos”, disse o embaixador.

MENSAGENS DO GOVERNO BRASILEIRO – O Brasil levará mensagens à COP31, em Antália, com foco nos resultados alcançados pelo país no enfrentamento à mudança do clima. Segundo o embaixador Mauricio Lyrio, a intenção é “mostrar o que tem sido feito no Brasil, já que o país é um exemplo inquestionável em termos de avanços no combate à mudança do clima.”

Entre os resultados, Lyrio destacou a redução de 560 milhões de toneladas nas emissões líquidas de CO2 no biênio de 2022 a 2024, no Brasil. O embaixador ressaltou que o resultado foi alcançado em um período de crescimento econômico robusto e está relacionado, entre outros fatores, à redução do desmatamento e à capacidade de absorção de carbono das florestas. “A floresta em si é uma fonte de absorção do CO2, principalmente a floresta em crescimento.”

Outra mensagem a ser levada será que o Brasil está atingindo os menores níveis de desmatamento na história graças ao trabalho realizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima para o alcance deste resultado.

A quarta mensagem será a ampliação dos volumes do TFFF. De acordo com o secretário, o Brasil apresentará os avanços da iniciativa e buscará atrair novos parceiros, por meio de contribuições ou investimentos.

Por fim, o Brasil apresentará anúncios relacionados ao Fundo Amazônia e destacará o volume de recursos captados pela iniciativa, que alcançou R$ 7,8 bilhões.

49ª CÚPULA DA ASEAN — Após a Cúpula de Líderes da COP31, Lula estará em Manila, nas Filipinas, para participar da 49ª Reunião de Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). No dia 14, o presidente realizará visita de Estado ao país. No período da tarde, ele vai participar do Foro Empresarial Brasil-Filipinas.

A agenda do presidente Lula nas Filipinas tem importância histórica por ser a primeira visita de um chefe de Estado brasileiro ao país, no ano em que as nações comemoram 80 anos de relações diplomáticas.

Durante o briefing, a secretária de Ásia e Pacífico, embaixadora Susan Kleebank, destacou que será o segundo ano consecutivo de participação do presidente na Cúpula da ASEAN. Em 2025, o presidente Lula participou da cúpula a convite do primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, que exercia a presidência rotativa do bloco. Neste ano, o convite foi feito pelo presidente filipino, Ferdinand Romualdez Marcos Jr. Para a embaixadora, a renovação do convite demonstra a crescente relevância do Brasil para os países do bloco e o reconhecimento de sua contribuição para o diálogo sobre os principais desafios geopolíticos e econômicos internacionais.

A embaixadora também ressaltou que a participação do presidente Lula representa o compromisso brasileiro com o aprofundamento das relações com a ASEAN e uma oportunidade para reafirmar o interesse do país em avançar no processo de aproximação.

RELAÇÕES BILATERAIS — A visita ocorre em um contexto de intensificação das relações bilaterais, após recentes encontros de alto nível entre os dois países. Em 2025, o presidente Lula visitou Vietnã, Indonésia e Malásia. Nos últimos quatro anos, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, esteve em sete dos 11 países-membros da ASEAN. “Essa relação cada vez mais intensa com o Sudeste Asiático tem um importante laço econômico e comercial”, afirmou Kleebank.

Brasil e Filipinas também compartilham posições em temas da agenda internacional, especialmente na promoção do desenvolvimento sustentável, na transição energética e no enfrentamento da mudança do clima.

A cooperação ambiental também está entre os temas de interesse comum. Os dois países integram o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), iniciativa que oferece oportunidades para aprofundar a colaboração na conservação ambiental e no desenvolvimento sustentável. A embaixadora também mencionou a possibilidade de o presidente buscar novos recursos para o fundo durante a viagem.

As relações também envolvem iniciativas de justiça social. As Filipinas participaram como membro fundador da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada pelo Brasil durante a presidência brasileira do G20.

COMÉRCIO BILATERAL — Em 2025, a ASEAN foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio superior a US$ 38 bilhões. O bloco respondeu por 15% do superávit da balança comercial brasileira. O saldo positivo do Brasil com a associação foi de US$ 10 bilhões. A ASEAN reúne mais de 700 milhões de habitantes, o terceiro maior contingente populacional do mundo, e tem Produto Interno Bruto (PIB) combinado de US$ 4,25 trilhões, o que representa a quarta maior economia mundial.

AMPLIAÇÃO DA PARCERIA — Em janeiro deste ano, o Brasil formalizou o pedido de elevação do relacionamento com a ASEAN, de parceiro de diálogo setorial para parceiro de diálogo, o nível mais alto de engajamento com o bloco. Atualmente, essa categoria reúne 11 países e a União Europeia, entre eles Estados Unidos, Japão, Canadá e Coreia do Sul.

Segundo a embaixadora Susan Kleebank, a mudança de categoria permitirá ampliar os canais de coordenação política e diplomática e os mecanismos de cooperação em áreas de interesse comum. A iniciativa também busca fortalecer a aproximação que o Brasil vem desenvolvendo com os países da associação.

Fonte: Planalto.

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