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Países aliados condenam aprovação de novos assentamentos israelenses na Cisjordânia

Um grupo de países formado por Bélgica, Canadá, Dinamarca, França, Itália, Islândia, Irlanda, Japão, Malta, Países Baixos, Noruega, Espanha, Reino Unido e Alemanha manifestou forte condenação à decisão do gabinete de segurança de Israel de aprovar a criação de 19 novos assentamentos na Cisjordânia ocupada. Em declaração conjunta, os governos afirmam que a medida representa

Redação Diplomacia Business

26/12/2025 · 05h00

Reprodução/Diplomacia Business

Um grupo de países formado por Bélgica, Canadá, Dinamarca, França, Itália, Islândia, Irlanda, Japão, Malta, Países Baixos, Noruega, Espanha, Reino Unido e Alemanha manifestou forte condenação à decisão do gabinete de segurança de Israel de aprovar a criação de 19 novos assentamentos na Cisjordânia ocupada.

Em declaração conjunta, os governos afirmam que a medida representa uma ação unilateral que viola o direito internacional e se insere em um processo mais amplo de intensificação das políticas de assentamentos no território palestino. Segundo o comunicado, tais iniciativas aumentam o risco de instabilidade regional e comprometem os esforços em curso para a implementação do Plano Abrangente para Gaza, especialmente no contexto das tentativas de avanço para a segunda fase do acordo.

Os países também alertam que a expansão dos assentamentos prejudica seriamente as perspectivas de uma paz duradoura e da segurança de longo prazo no Oriente Médio. O grupo reiterou sua oposição clara a qualquer forma de anexação e à ampliação das políticas de assentamento, incluindo a aprovação do assentamento E1 e de milhares de novas unidades habitacionais.No documento, os signatários apelam para que Israel reverta a decisão e interrompa a expansão dos assentamentos, em conformidade com a Resolução 2334 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que considera ilegais os assentamentos israelenses em territórios ocupados.

A declaração reafirma ainda o apoio inequívoco ao direito do povo palestino à autodeterminação e o compromisso com uma solução abrangente, justa e duradoura baseada na coexistência de dois Estados. Segundo os países, Israel e Palestina devem viver lado a lado, em paz e segurança, dentro de fronteiras seguras e reconhecidas internacionalmente.

Por fim, os governos reforçam que não há alternativa viável à solução negociada de dois Estados, em consonância com as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança da ONU, destacando a necessidade de retomar o diálogo como único caminho para a estabilidade e a paz na região.

*É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

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