IBGE e Embaixada do Brasil na China discutem cooperação em datificação e inteligência artificial
Reunião em Pequim entre Marcio Pochmann, Daniel Castro e o embaixador Marcos Galvão abordou o protagonismo internacional do Instituto diante das transformações tecnológicas e da nova economia dos dados
Redação Diplomacia Business
22/10/2026 · 08h46

O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, e o diretor do Centro de Documentação e Disseminação de Informações (CDDI) do IBGE, José Daniel Castro, reuniram-se na quarta-feira (21), em Pequim, com o embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão, e integrantes da equipe diplomática brasileira. O encontro teve como pauta o fortalecimento do protagonismo internacional do IBGE e as oportunidades de cooperação diante do avanço da datificação, da inteligência artificial (IA) e das novas tecnologias de produção, integração e disseminação de informações.
A reunião destacou a importância de ampliar a articulação entre o IBGE e a rede diplomática brasileira para fortalecer a presença do Instituto nos debates internacionais sobre estatísticas oficiais, geociências, governança de dados e transformação digital. Em um cenário no qual os dados assumem importância crescente para a economia, o planejamento público e as relações entre países, a cooperação internacional torna-se estratégica para o desenvolvimento de capacidades nacionais e para a construção de soluções orientadas ao interesse público.
Para o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, o desafio é assegurar que o Brasil participe ativamente da construção da nova economia dos dados. "A transformação digital está redefinindo a maneira como as sociedades produzem conhecimento, organizam suas economias e tomam decisões. O IBGE precisa estar na linha de frente desse processo, ampliando sua cooperação internacional e fortalecendo a soberania estatística e geocientífica brasileira. Não se trata apenas de acompanhar as novas tecnologias, mas de desenvolver capacidades para que os dados e a inteligência artificial estejam a serviço da sociedade, da democracia e de um projeto de desenvolvimento nacional", afirmou Pochmann.
A agenda também ressaltou o papel da diplomacia na aproximação entre instituições estatísticas, centros de pesquisa e organismos internacionais, criando condições para o intercâmbio de experiências e o desenvolvimento de iniciativas conjuntas. A interlocução com a China ganha relevância diante das transformações em curso nos sistemas de dados e das possibilidades de cooperação em inteligência artificial, integração de bases de informação e novas metodologias de mensuração da realidade econômica e social.
O diretor do CDDI, José Daniel Castro, enfatizou a importância de aproximar a inovação tecnológica da comunicação pública e do acesso ao conhecimento. "Em uma sociedade cada vez mais orientada por dados, produzir estatísticas de qualidade é apenas parte da missão. É fundamental fazer com que essas informações cheguem à sociedade de forma acessível, transparente e útil. A inteligência artificial e as novas ferramentas digitais abrem oportunidades para ampliar a disseminação, facilitar o acesso aos dados e aproximar o conhecimento produzido pelo IBGE dos cidadãos, dos pesquisadores, das empresas e dos gestores públicos", destacou Castro.
A reunião integra a agenda internacional do IBGE na China e reforça a perspectiva de que a cooperação entre países é essencial para enfrentar os desafios de uma sociedade marcada pela crescente circulação de informações, pela expansão da inteligência artificial e pela concentração de capacidades tecnológicas.
Nesse contexto, o fortalecimento das relações institucionais e diplomáticas contribui para posicionar o Brasil nos debates sobre os rumos da transformação digital, defendendo a produção de estatísticas oficiais confiáveis, a autonomia nacional na gestão da informação e o uso socialmente responsável das novas tecnologias.
A iniciativa também reafirma a relevância do IBGE como instituição de Estado e infraestrutura pública de conhecimento, responsável por produzir informações fundamentais para compreender o Brasil e apoiar decisões que orientem seu desenvolvimento. Em um mundo no qual os dados se consolidam como recurso estratégico, ampliar a presença internacional do Instituto significa fortalecer a capacidade brasileira de participar da definição de padrões, metodologias e políticas que moldarão o futuro da sociedade digital.
Fonte: IBGE.





