MCTI e Itamaraty discutem preparação da Cúpula da Amazônia
Preparação de evento internacional que será realizado em agosto em Belém (PA) prevê seminário nacional para subsidiar as propostas brasileiras
Redação Diplomacia Business
12/04/2023 · 05h07

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) iniciou nesta segunda-feira (10) uma série de diálogos internos no âmbito do governo federal como parte da preparação para a organização da Cúpula da Amazônia, proposta pelo Brasil e que será realizada em agosto deste ano. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) foi a primeira pasta a receber a equipe de organizadores para debater a inserção de agendas envolvendo ciência, tecnologia e inovação. Outras pastas ministeriais também serão consultadas.
O evento internacional será realizado em Belém, no Pará, cidade que também é candidata a sediar a COP 30 em 2025. O encontro vai reunir os chefes de Estado dos oito países que integram a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).
Para se ter uma ideia da relevância do tema, Brasil e Peru, por exemplo, têm mais de 60% de seus territórios na região Amazônica.
No MCTI, a atenção para a região recebeu novo patamar ao incorporar na estrutura do ministério uma subsecretaria dedicada à Amazônia e para o tema de mudanças climáticas, um dos eixos prioritários da nova gestão, que foi alçado à categoria de diretoria. Além disso, o estreito contato com a comunidade acadêmica e científica, em especial aos dedicados aos assuntos amazônicos.
“É uma excelente iniciativa, para a qual podemos fazer contribuições”, afirmou o chefe de gabinete do MCTI, Rubens Diniz.
A proposta do MRE é realizar em maio um seminário nacional que possa promover debates, incluindo a participação da sociedade civil e comunidade científica, de modo a subsidiar as propostas e posições que serão apresentadas pelo governo brasileiro durante a Cúpula.
Em outra frente, a organização também pretende fomentar eventos preparatórios na cidade-sede nos dias que antecedem a Cúpula de modo a promover espaços de diálogo e de cooperação internacional em torno de questões e desafios comuns aos países da Amazônia, como na área de ciência e tecnologia.
“Eventos preparatórios são oportunidades para colaboração e reunião de esforços em torno de desafios comuns”, expressou o embaixador Antônio Ricarte, responsável pela organização da Cúpula, durante a reunião.
A secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Marcia Barbosa, que tem sob sua responsabilidade assuntos de bioeconomia, ecossistemas e biodiversidade, mudanças climáticas, desastres naturais, destacou a possibilidade de abordar as redes nacionais de trabalho, como a RedeVírus MCTI, como um ponto colaborativo entre pesquisadores dos países que integram a Amazônia. “Vírus não tem passaporte”, afirmou Barbosa sobre as preocupações que a ação humana na região pode desencadear.
* Com informações de MCTI.





