Delegação alemã busca parceiros para cooperação na área de energia renovável
<p><strong>Helo Reinert | Agência FAPESP</strong> – Uma delegação alemã liderada pelo Ministério Federal de Pesquisa, Tecnologia e Espaço (BMFTR) participou de uma reunião na FAPESP na segunda-feira (24/11) com a missão de incentivar a cooperação científica na área de energia renovável. Hidrogênio verde, combustíveis sustentáveis, com destaque para o de aviação (SAF), tecnologias de emissão
Redação Diplomacia Business
29/11/2025 · 05h00

Helo Reinert | Agência FAPESP – Uma delegação alemã liderada pelo Ministério Federal de Pesquisa, Tecnologia e Espaço (BMFTR) participou de uma reunião na FAPESP na segunda-feira (24/11) com a missão de incentivar a cooperação científica na área de energia renovável. Hidrogênio verde, combustíveis sustentáveis, com destaque para o de aviação (SAF), tecnologias de emissão negativa de carbono, energia solar e catálise estiveram na pauta do encontro.
“Nós viemos aqui com uma delegação de experts e um objetivo claro. Planejamos começar, no próximo ano, um projeto voltado para a energia sustentável e buscamos parceiros. Já entramos em contato com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e, agora, com a FAPESP”, disse Susan Schulz, responsável pela área de cooperação com a América Latina do BMFTR. “Esperamos chegar a uma iniciativa conjunta logo.”
Raul Machado, gerente da Assessoria de Relações Institucionais da Fundação e coordenador da reunião, destacou que o tema da energia sustentável é de grande interesse dos pesquisadores do Estado de São Paulo e que a parceria desejada coincide com a visão da FAPESP de ampliar a relação com os grupos de pesquisa da Alemanha. “Nossa biodiversidade nos favorece e temos potencial para desenvolver energia alternativa, renovável e sustentável que outras partes do mundo não têm”, pontuou.
“Nós precisamos ter disponibilidade de eletricidade verde. E o Brasil poderá ser um dos primeiros países a ter um sistema intensivo de produção de energia sustentável”, acrescentou Rüdiger-A. Eichel, professor da Cátedra de Conversão e Estocagem de Energia da RWTH Aachen University. “Esse potencial do Brasil o torna muito atraente para a colaboração científica.”
O diretor científico da FAPESP, Marcio de Castro , explicou que a transição energética é atualmente tema de um dos programas estratégicos da Fundação. “Começamos priorizando a bioenergia, mas ampliamos o programa”, disse. “Estou entusiasmado e espero que possamos participar de iniciativas conjuntas em breve, aproximando assim nossas comunidades acadêmicas.”
Também participaram do encontro representantes do Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa ( RCGI ), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), do Instituto DLR da Agência Espacial Alemã, dos institutos de Energia Solar (ISE) e de Meio Ambiente, Segurança e Tecnologia Energética (UMSICHT) da Sociedade Fraunhofer, da Associação Alemã de Tecnologia Química e Biotecnologia (Dechema), do Centro Helmholtz, da embaixada e do consulado da Alemanha.





