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Diplomacia Business

Artista brasiliense recria selos clássicos poloneses

No total, pintou 25 quadros, com um forte toque pessoal em cada um

Redação Diplomacia Business

27/03/2022 · 06h02

Intitulado simplesmente Coleção de Selos Postais, Rodrigo Nardotto baseou seus trabalhos em selos. Foto: Divulgação/Rodrigo Nardotto

Repleto de cores vibrantes e personalidade, um artista brasileiro reinventou alguns dos selos clássicos da Polônia usando seu próprio estilo. Chamado de “Coleção de Selos Postais”, as obras de Rodrigo Nardotto baseiam-se em selos criados originalmente por eminentes figuras artísticas poloneses como Helena Matuszewska, Waldemar Świerzy, Stefan Małecki e Stanisław Wyspiański.

Uma espécie de carta de amor à Polônia, a coleção foi pintada durante a residência do artista na Universidade Vístula, em Varsóvia, onde residiu até recentemente. Falando à imprensa da Polônia, Nardotto disse: “Foi um tempo maravilhoso aqui. Além de me fornecer um estúdio enorme e grande apoio dos diretores, a Universidade me deu total liberdade artística”.

O resultado do trabalho de Nardotto reflete seu fascínio pelos selos da Polônia. “Tenho um amigo muito próximo que me mostrou os selos da avó dele”, conta. “Fiquei tão intrigado com eles que meu amigo sugeriu que eu os pintasse do meu jeito”.

No total, pintou 25 quadros, com um forte toque pessoal em cada um. “Se eu tivesse simplesmente pintado cópias, não teria parecido natural”, diz ele. “Em vez disso, optei por reinterpretá-los de uma maneira que fosse 70% fiel aos originais e 30% ao meu estilo”.

Após a exposição na Universidade Vístula, as pessoas que viram obras pintadas por Nardotto lhe deram “um feedback simplesmente brilhante”.

Do ponto de vista pessoal, Nardotto diz que a oportunidade de superdimensionar os selos também foi um prazer para ele. “Todos estamos conectados à internet hoje em dia, mas temos que lembrar o quão poderoso um selo pode ser”, ressalta. “Quando criança, eu colecionava selos e os via como uma janela para mundos diferentes e estrangeiros – e eles eram do tamanho de um polegar. Para poder pintá-los em um formato maior, do tamanho de uma tela, pude perceber o forte impacto que um selo realmente pode ter.”

Nascido em Brasília, o artista afirma ter um relacionamento antigo e complexo com a nação europeia. Sua ida para a Polônia resultou de um encontro com o então embaixador da país no Brasil em uma feira de arte em 2014. Eles se tornaram grandes amigos e Nardotto passou a visitar frequentemente a embaixada para discutir arte e pôde exibir seus quadros no local.

Em 2018, o amigo diplomata lhe ajudou a organizar uma exposição em Varsóvia. A viagem teve grande impacto em sua vida. “Ali fiz muitos novos amigos”, diz, “mas também amo a Polônia no sentido artístico. As artes visuais são muito fortes, sejam elas expressas via cinema, design, arte gráfica ou os inacreditáveis ​​cartazes do país.”

Um grande fã do impressionismo e modernismo poloneses, o brasileiro declara que está “sincronizado com a arte polonesa”.

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