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A embaixada da Nicarágua em Brasília fez homenagem nesta quarta-feira, 23, ao herói nacional daquele país, o general Augusto César Sandino, pelo 88º aniversário de “seu passo à imortalidade”. O revolucionário nicaraguense morreu em 21 de fevereiro de 1934.
A embaixadora Lorena Martinez destacou a necessidade de seguir o exemplo de Sandino e continuar lutando pela soberania e a paz na Nicarágua e por uma América Latina e Caribe unidos. “Sandino tem sido inspiração de gerações de nicaraguenses”, disse a diplomata durante a homenagem, que se realizou na sede da embaixada em Brasília.
A diplomata lembrou que os companheiros e companheiras daquele líder, com espírito de rebeldia e dignidade, formaram a Frente Sandinista de Libertação Nacional, que conduziu o povo nicaraguense à revolução de 1979. “Na segunda etapa da revolução, que se iniciou em 2007, continuamos com a mesma rebeldia, defendendo a nossa soberania e autodeterminação dos nossos povos”, disse.
Segundo Lorena Martinez, o avanço da luta de Sandino se manifesta em todos eleitos da Nicarágua, com a finalidade de restaurar os direitos dos cidadãos. “Os ideais estão no sistema de saúde e educação gratuita, segurança alimentar, casa solidária, recreação saudável, entre outros programas sociais, que continuam elevando a qualidade de vida dos nicaraguenses”, comentou.
Também nesta quarta-feira, 23, os nicaraguenses puderam assistir um vídeo com os legados de Sandino, exibido na Praça da Revolução, em Managua.
Augusto César Sandino lutou contra a presença militar dos Estados Unidos na Nicarágua entre 1927 e 1933. É símbolo da resistência e da revolução da Nicarágua. Em 1934, Sandino foi executado pelo então general Anastasio Somoza García, que tomou o poder através de um golpe de estado e estabeleceu uma dinastia hereditária, que ficou à frente do poder durante 40 anos. As ideias e lutas de Sandino foram seguidas pela Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), que derrubou o governo de Somoza em 1979.


