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Ministros das Relações Exteriores de 30 países, junto ao Alto Representante da União Europeia para Relações Exteriores e Política de Segurança, ao Vice-Presidente da Comissão Europeia e aos Comissários da UE para o Mediterrâneo, Igualdade e Gestão de Crises, emitiram nesta segunda-feira uma declaração conjunta sobre a situação crítica em Gaza.
No comunicado, os líderes destacam que “o sofrimento humanitário atingiu níveis inimagináveis, com a fome se espalhando diante de nossos olhos” e ressaltam a urgência de “ações imediatas para conter e reverter a inanição”. Eles afirmam que o espaço humanitário deve ser protegido e que a assistência “não pode ser politizada”.
Os chanceleres manifestaram preocupação com as recentes exigências de registro impostas a ONGs internacionais, que podem levar à saída dessas organizações dos Territórios Palestinos Ocupados. “Essa medida agravaria ainda mais a crise. Exortamos o governo de Israel a permitir todos os envios de ajuda e apoiar o trabalho das organizações essenciais”, enfatiza a nota.
O documento também solicita ações concretas para assegurar o acesso seguro e em larga escala de agências da ONU, ONGs e outros parceiros humanitários, garantindo o envio de alimentos, água potável, medicamentos, combustível, abrigos e suprimentos nutricionais. O texto reforça que “a força letal não deve ser usada nos pontos de distribuição, e civis, trabalhadores humanitários e profissionais de saúde devem ser protegidos”.
Por fim, os ministros agradecem os esforços dos Estados Unidos, Catar e Egito nas negociações por um cessar-fogo e afirmam que “é urgente alcançar um acordo que encerre a guerra, possibilite a libertação de reféns e garanta o acesso irrestrito de ajuda humanitária por via terrestre”.
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