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O ministro das Relações Exteriores do Brasil, embaixador Mauro Vieira, convidou todos os países a aderirem à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza antes da Cúpula de Líderes, em novembro, na cidade do Rio de Janeiro. O ministro falou ao corpo diplomático presente na reunião realizada no Palácio do Itamaraty no dia 18 que a Aliança servirá para coordenar os esforços dos governos nacionais para erradicar a fome que assola mais de 700 milhões de pessoas no mundo.

“O Brasil convida a todos para aderirem como membros fundadores. Os países que aderirem antes da Cúpula de Líderes terão a oportunidade de influenciar diretamente a estrutura de governança da Aliança, participando das decisões que irão moldar o futuro da iniciativa, em especial neste momento inicial de sua formação”, disse Mauro Vieira.

Além disso, os membros fundadores terão acesso prioritário aos parceiros que oferecem apoio técnico e financeiro para a implantação, ampliação ou melhoria de seus programas nacionais que estão de acordo com a Cesta de Políticas da Aliança.

Para o Embaixador, este é o momento para uma mobilização coordenada, capaz de unir esforços e recursos para enfrentar os desafios que se agravam globalmente. Na sua visão, a adesão à Aliança não é apenas um ato de solidariedade, mas também de liderança e compromisso com um futuro mais equitativo e livre da fome e da pobreza.

Até o momento, além do Brasil, dois países aderiram à Aliança, Alemanha e Bangladesh, e os organismos internacionais: Organização dos Estados Americanos, CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe), Câmara de Comércio Internacional, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e Fundação Rockfeller.

Reforma da governança global
O ministro também abordou a reforma da governança global, outra prioridade da presidência brasileira do G20. Segundo ele, o mundo hoje é radicalmente diferente da época em que a Organização das Nações Unidas (ONU) e as principais organizações internacionais foram fundadas, o que traz prejuízos à capacidade de responder aos desafios globais, em particular, pela crise de representatividade que afeta o sistema multilateral. Por isso é necessário atualizar as instituições, e o Brasil propôs a adoção de um “Chamado à Ação” pela reforma da governança global.

O documento foi aberto à adesão de todos os membros da ONU e adotado por consenso no G20 durante a segunda reunião de ministros das Relações Exteriores, no dia 25 de setembro, em Nova York. O Chamado está organizado em três capítulos: reformas das Nações Unidas, da arquitetura financeira internacional e do sistema multilateral de comércio.

O Chamado à Ação foi o primeiro documento plenamente consensual a ser aprovado em uma reunião de ministros das Relações Exteriores do G20, formato de reunião que existe desde 2012. Além de todos os membros do G20, outros 32 países já expressaram publicamente o seu endosso ao documento.

A adesão pode ser feita mediante Nota Verbal dirigida pelos governos à Embaixada do Brasil ou à Missão do Brasil, em Nova York, bem como por meio de comunicação à presidência brasileira do G20 em Brasília.

Durante a Cúpula de Líderes do G20, o presidente Lula anunciará a lista de países que vão endossar o documento.

Fonte: G20.

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