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Uma comitiva da República do Malawi, liderada pelo Ministro da Agricultura, Lobin Lowe, está em visita oficial ao Brasil, onde cumpre uma intensa agenda esta semana. Nesta segunda-feira (21), as autoridades do país africano estiveram na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em Brasília, para uma audiência com a ministra Tereza Cristina.
Participaram, representando o Malawi, Godfrey Ching’oma, Diretor de Colheitas, e Gracian Lungu, Relações Públicas, ambos do Ministério da Agricultura. Eles foram acompanhados pelo embaixador do Malawi no Brasil, Vitus Gomamtunda, e a chefe da chancelaria em Brasília, Roberta Sagawa.
Representando o Brasil estavam Jean Marcel Fernandes, secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, Christian Estivallet, assistente da Divisão de África do Ministério das Relações Exteriores e Rafaela Seixas Fontes, assistente na Divisão de Assistência Consular do MRE.
O Malawi, localizado no sudeste da África, tem o clima muito parecido com o do centro-oeste do Brasil. Com população de 15 milhões de habitantes, o país tem na agricultura sua principal produção, em especial tabaco, café, cana-de-açúcar, algodão, arroz e milho.
Durante a reunião com Tereza Cristina, o ministro Lowe apresentou uma mensagem de agradecimento, em nome do presidente do Malawi, Lazarus Chakwera. Os dois países são parceiros no âmbito do “Projeto Regional de Fortalecimento do Setor Algodoeiro nas Bacias do Baixo Shire e Zambeze”.
Coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e executado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), o projeto Shire-Zambeze, tem apoio institucional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A iniciativa de cooperação bilateral, desde 2014, fomenta a produção de sementes certificadas e tem contribuído para a retomada da produção da fibra natural no Malawi.
O ministro Lowe destacou que os países possuem fortes laços e desejava fortalecê-los, promovendo a troca de experiências. Ele relatou a visita da comitiva à sede da EMBRAPA e mostrou-se animado com as possibilidades de parcerias para que o Malawi possa se beneficiar da experiência brasileira, que em 50 anos passou de um país que importava alimentos para uma potência mundial no agronegócio.
Eles trataram sobre várias frentes em que o Malawi têm interesse de melhorar a produção, como algodão, tabaco, pecuária e frutas, além de aprender novas técnicas sustentáveis de plantio. “Temos um clima igual ao do Brasil, mas nossa produção ainda não é tão eficaz. Desejamos aprender as técnicas brasileiras de manejo do solo e aperfeiçoar nossas colheitas”, destacou o ministro Lowe.
Contou ainda que seu país está confiante que a “Visão 2063”, lançada no ano passado pelo presidente Lazarus Chakwera, poderá levar o Malawi “ao próximo nível” no que tange à agricultura. Isso inclui a formalização com outros países, como o Brasil, para diversificação das safras e cooperação em áreas como mineração, tratamentos de rejeitos e avanços da medicina.
“Com certeza o Brasil pode cooperar com o Malawi, compartilhando as melhores técnicas de agricultura em clima tropical”, enfatizou a ministra Tereza Cristina. Ela ressaltou que cada região brasileira se destaca com um produto, citando como exemplo a soja no Centro-Oeste e o tabaco na região Sul.
Colocando tanto o MAPA quanto a EMBRAPA à disposição, convidou o governo do Malawi a enviar uma equipe técnica que possa visitar in loco, as diferentes culturas e observar as práticas agrícolas. Ela ressaltou ainda que, ao longo das últimas décadas, o cooperativismo foi um diferencial para impulsionar a produção do agronegócio brasileiros e estimulou os agricultores malaui a “seguirem esse caminho”.
















