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Jovens cientistas da China e da África do Sul se reuniram em Pretória, capital administrativa do país, na quarta-feira, para o Simpósio de Jovens Cientistas da África do Sul-China, com o objetivo de conversar sobre inovação científica e cooperação bilateral.
Com o tema “Juventude, Ciência, União pelo o Bem”, o simpósio foi organizado em conjunto pela Embaixada da China na África do Sul e pelo Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação da África do Sul, reunindo 150 jovens cientistas e acadêmicos.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação da África do Sul, Blade Nzimande, destacou a longa amizade entre a África do Sul e a China, observando que a cooperação bilateral em ciência, tecnologia e inovação resultou em mais de 100 projetos conjuntos de pesquisa e desenvolvimento nas últimas duas décadas.
Ao descrever o Programa de Intercâmbio de Jovens Cientistas África do Sul-China como uma importante plataforma para a transferência de competências e o desenvolvimento de recursos humanos, o ministro incentivou os jovens participantes a aproveitarem a plataforma para ajudar a enfrentar os desafios globais.
“A cooperação científica e tecnológica, especialmente os intercâmbios entre jovens cientistas, sempre foi uma das áreas mais dinâmicas e produtivas das relações China-África do Sul”, disse o embaixador chinês na África do Sul, Wu Peng.
Ele disse que a China continuará apoiando os intercâmbios acadêmicos, a pesquisa conjunta e a inovação colaborativa entre jovens cientistas dos dois países para dar um novo impulso nos laços bilaterais.
Yaseera Ismail, professora sênior da Universidade de Stellenbosch e pesquisadora principal da equipe sul-africana, lembrou que pesquisadores sul-africanos, em colaboração com seus colegas chineses, estabeleceram uma rede de distribuição de chaves quânticas em 2025, estendendo a comunicação quântica ultra segura ao Hemisfério Sul pela primeira vez.
Descrevendo a parceria como “altamente benéfica em ambas as partes”, Ismail disse que a colaboração combinou os pontos fortes da China em tecnologias de satélites quânticos com a experiência da África do Sul em astronomia e sistemas ópticos. “Após obtermos resultados tão notáveis, queremos ir além e explorar novas descobertas com nossos colegas chineses”, disse ela.
Guo Wenqing, um acadêmico chinês da Universidade de Stellenbosch, disse que as instalações astronômicas de classe mundial da África do Sul, incluindo o radiotelescópio MeerKAT e o futuro telescópio Square Kilometre Array (SKA), proporcionaram oportunidades únicas para sua pesquisa sobre o universo e a matéria escura.
A experiência na África do Sul enriqueceu tanto sua pesquisa acadêmica quanto sua compreensão cultural por meio de intercâmbios com pesquisadores, estudantes e comunidades locais, acrescentou Guo, prometendo também intensificar os esforços para a cooperação astronômica entre a China e a África do Sul.
Sandiswa Figlan, professora associada de melhoramento de plantas na Universidade da África do Sul (UNISA, na sigla em inglês), disse que os jovens cientistas são a força motriz por trás do futuro da agricultura.
Figlan disse que sua visita à China proporcionou contato direto com sistemas avançados de produção em estufas, tecnologias agrícolas modernas e a tradução eficaz da pesquisa científica em práticas agrícolas.
“Desafios como a mudança climática não podem ser enfrentados por uma única disciplina, instituição ou país. Não podemos continuar trabalhando isoladamente, precisamos construir parcerias para enfrentar os desafios globais”, disse ela.


