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A Fiesp sediou, na manhã da quarta-feira (9/10), o Fórum Empresarial Brasil-Itália, no qual recebeu o vice-premiê italiano e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, bem como o ministro-chefe da Casa Civil do governo brasileiro, Rui Costa.
Na abertura do evento, o presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, afirmou estar confiante de que o acordo entre União Europeia e Mercosul será assinado. “A indústria brasileira é favorável à conclusão do acordo. E acreditamos que se pode chegar a um modelo de beneficiará também a indústria europeia e as empresas de ambas as regiões”, disse ele, ao lado de Tajani e Costa.
O acordo entre os blocos econômicos, segundo o presidente da Fiesp, poderia oferecer oportunidade ímpar na criação de metodologias e métricas comuns que permitam aproveitar o mercado de carbono.
“E temos a chance de mostrar ao mundo que podemos ser parte da solução para os maiores desafios que se apresentam para humanidade no momento: relacionados à questão dos eventos climáticos extremos”, argumentou.
Josué também celebrou a decisão recente da União Europeia de adiar a entrada em vigor da lei do desmatamento. Antes, a legislação tinha previsão para ser aplicada a partir de 30 de dezembro. Agora os prazos são 30 de dezembro de 2025 para grandes empresas e 30 de junho de 2026 para micro e pequenas empresas.
A lei em questão proibirá a importação na União Europeia de produtos como café, cacau, borracha, carne bovina, madeira, óleo de palma e soja provenientes de áreas de desmatamento.
Com este novo prazo, as empresas terão tempo para se adaptar aos controles, classificados por Josué como “muito rigorosos”. Segundo ele, a medida deverá evitar a escalada de preços no continente europeu, principalmente os de alimentos.
No que depender do vice-premiê italiano, o Brasil e o bloco sul-americano podem contar com a ajuda do país europeu para intermediar o acordo com a União Europeia.
“Queremos ser os tutores entre os interesses do Brasil e da América do Sul junto ao bloco europeu”, afirmou Tajani. Para ele, o diálogo é fundamental para superar os obstáculos para a conclusão do acordo.
O Fórum teve a assinatura de três memorandos de cooperação entre Brasil e Itália, com o objetivo de fortalecer e aprofundar as relações entre os dois países.
Em sua fala, o ministro da Casa Civil, Rui Costa apresentou aos empresários e representantes do governo italiano os dados da economia brasileira, com destaque para a inflação abaixo do teto da meta, a geração de empregos e redução da desocupação.
E garantiu que aqueles que decidirem investir no Brasil encontrarão ambiente propício para o desenvolvimento dos negócios. “O governo prima pela segurança jurídica e pela estabilidade política no país. E a previsibilidade é elemento essencial para quem quer investir”, disse o ministro, que detalhou aos italianos as oportunidades de investimento por meio no Novo PAC, que prevê aportes de R$ 1,7 trilhão, entre recursos públicos e privados, em obras.
O vice-governador do estado de São Paulo, Felício Ramuth, também participou da abertura do evento e defendeu a redução da burocracia, simplificação de processos e inovação para a melhoria do ambiente de negócios.
Foto: FIESP (Alex de Souza).


