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O Irã deseja concluir a negociação aberta em 2017 com a Embraer para a compra de, pelo menos, 40 aviões fabricados pela empresa brasileira. Em entrevista ao portal R7, o embaixador do Irã no Brasil, Hossein Gharibi, explicou que seu país acredita que a aquisição das aeronaves é uma forma de estreitar as relações comerciais com o Brasil.
O processo de compra dos aviões está parado por causa das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos por causa de supostas infrações do Irã ao acordo nuclear internacional. Elas que impedem a venda de produtos com componentes americanos aos iranianos, como é o caso dos aviões da Embraer. Caso seja feita alguma negociação, os EUA prometem aplicar sanções também a quem vender ao pais asiático.
Porém, explica Gharibi, há uma expectativa de que Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, retire as sanções contra o Irã até o final deste ano. O diplomata ressalta que esse é um forte argumento para retomar as conversas com a Embraer, embora a empresa brasileira não deseje fechar nenhum contrato antes de uma definição do termos parte dos norte-americanos.
“Já conversei com o ministro dos Transportes do Irã, e ele disse que dinheiro não é o problema no momento. Estamos dispostos a pagar o que a Embraer oferecer. Já até sugerimos que a empresa venda cinco aviões agora e o restante depois que as sanções acabarem. Assim que o CEO da Embraer quiser conversar, estaremos prontos para negociar”, afirmou Gharibi.
Atualmente, o comércio bilateral entre Brasil e Irã é pautado principalmente pelo agronegócio. Os iranianos importam principalmente milho, e exportam para cá fertilizantes, sobretudo ureia. No ano passador, o fertilizante representou quase 90% das importações brasileiras do Irã.
“O Irã está prestes a ser o importador número 1 dos produtos agrícolas do Brasil, na nossa visão. Neste ano, nós temos a intenção de comprar 10 milhões de toneladas de milho e 5 milhões de toneladas de soja. O Brasil é uma das fontes mais importantes das nossas aquisições e nós estamos trabalhando com companhias brasileiras e associações de negócios, e também com o governo, para garantir que nós tenhamos uma forma direta, estável e sustentável de fazer negócios”, destaca Gharibi.
Semana passada, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, esteve no Irã em busca de novos negócios. O embaixador Gharibi avalia que a visita é fundamental para a ampliação das relações comerciais entre os dois países.




