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Em um momento de crescente tensão geopolítica, Irã e China voltaram a demonstrar sintonia diplomática e afinidade estratégica durante a reunião ministerial da Organização de Cooperação de Xangai (OCS), realizada esta semana na capital chinesa.
O encontro entre o chanceler iraniano, Seyyed Abbas Araghchi, e o Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, ocorreu à margem da cúpula e evidenciou o interesse mútuo de ambos os países em fortalecer parcerias políticas e econômicas, além de defender uma ordem internacional mais equilibrada e multipolar.
Com discursos alinhados, os dois ministros condenaram práticas que consideram como “ações unilaterais coercitivas” e “interferências externas indevidas”, apontando para a necessidade de respeitar a soberania nacional e os princípios da Carta das Nações Unidas.
Araghchi ressaltou a importância da OCS como um espaço de diálogo regional alternativo aos fóruns tradicionais, muitas vezes dominados por potências ocidentais. Já Wang Yi destacou a solidez da parceria sino-iraniana, construída sobre base de respeito e interesses comuns, especialmente em áreas como segurança, energia e infraestrutura.
A presença ativa do Irã no bloco – do qual se tornou membro pleno recentemente – reforça a intenção de Teerã de ampliar seu protagonismo no continente asiático, aproximando-se de potências como China e Rússia para contrabalançar o isolamento imposto por sanções.
A reunião terminou com promessas de aprofundar a cooperação no âmbito da OCS, em particular no combate ao terrorismo, na defesa da estabilidade regional e na promoção de novas rotas de comércio. Ambas as delegações também reafirmaram o desejo de estreitar laços em fóruns multilaterais, como parte de uma estratégia comum para remodelar a arquitetura global de poder.




