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Ao completar quatro anos da invasão da Federação Russa ao território ucraniano, senadores, diplomatas e autoridades europeias se reuniram para debater os impactos do conflito e avaliar o papel do Brasil como possível mediador na busca por soluções pacíficas.
A guerra, que já resultou em mais de 15 mil mortos e pelo menos 41 mil civis feridos, segundo dados da ONU, entra agora em uma nova fase de negociações, com a participação ativa dos Estados Unidos.
O presidente do grupo parlamentar, senador Flávio Arns (PSB-PR), denunciou violações aos direitos humanos cometidas pela Rússia e cobrou um posicionamento decisivo do conjunto das nações.
O mundo vai tomando consciência das abomináveis táticas de guerra da Rússia. E, por mais sinistras que sejam tais práticas, nem a matança nem o tratamento dispensado a prisioneiros e civis representam o maior símbolo da barbárie. Essa condição pertence ao sistemático sequestro de crianças ucranianas.
O senador Sérgio Moro (União-PR) classificou o conflito como uma tragédia humanitária, mas relembrou sua visita recente à Ucrânia, durante a qual observou que o clima na capital Kiev não é de desistência, apesar do longo período em que o país segue sob ataque russo.
“O que mais me chamou a atenção nessa viagem foi que eu imaginava encontrar um país prostrado, amedrontado. Para minha surpresa, o quadro que encontrei foi absolutamente diferente: uma população ativa, que seguia sua vida dentro da normalidade possível em meio à guerra. Minha percepção é que esta é uma guerra de independência, e essa independência é irreversível.”
O embaixador do Brasil na Ucrânia, Rafael de Mello Vidal, afirmou que a paz está mais próxima do que nunca e reforçou a postura diplomática brasileira, que, segundo ele, é coerente com a tradição de neutralidade do Itamaraty. No entanto, ressaltou o apoio moral à Ucrânia:
“O Brasil, desde o início, vem defendendo uma solução diplomática para a guerra na Ucrânia, condizente com nossos princípios fundamentais de política externa, entre os quais a defesa do multilateralismo, da arbitragem e do Direito Internacional. Portanto, no terreno militar somos neutros, mas, no terreno moral, adotamos uma postura de condenação da invasão.”
Também participaram da reunião os senadores Jorge Seif (PL-SC), Hamilton Mourão e Damares Alves (Republicanos-DF), além do Encarregado de Negócios da Ucrânia no Brasil, Olek Vlasenko, entre outros. Da Rádio Senado, esteve presente Douglas Castilho.




