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Alunas do projeto Empoderando Refugiadas em Curitiba (PR) receberam a visita do Cônsul-geral adjunto do Japão, Rei Oiwa. O Japão é um dos países que apoia e financia projetos do ACNUR no Brasil com foco na integração socioeconômica de pessoas refugiadas. O objetivo da visita foi conhecer a iniciativa e ver, de perto, os bons resultados alcançados.
Durante a visita, o cônsul-geral ressaltou os esforços do país em acolher pessoas de outras nacionalidades e a importância do apoio a iniciativas de integração de pessoas refugiadas e migrantes por meio de organizações parceiras. “O Japão se esforça para ter mais diversidade e recepcionar essas pessoas da melhor forma possível. Como o Brasil é um país muito importante para nós, essa ação também se estende para cá através do pacto bilateral”, afirmou.
Em Curitiba o projeto é apoiado pela Cáritas Brasileira Regional Paraná, e já está em sua terceira edição. Neste ano, participam 20 mulheres refugiadas de países como Venezuela e Cuba. Elas atendem a aulas e oficinas no Campus da Indústria da FIEP desde setembro e receberão os certificados de conclusão do curso ainda em outubro.
Turma do Empoderando Refugiadas em Curitiba conta com 20 alunas, a maioria venezuelanas e cubanas
Turma do Empoderando Refugiadas em Curitiba conta com 20 alunas, a maioria venezuelanas e cubanas
© Cáritas Brasileira Regional Paraná / Lorenzzo H. Gusso
A professora venezuelana Nixsa Cabral está no Brasil desde 2020 e faz parte da turma. Durante a visita, ela reforçou a importância da capacitação recebida. “Esse projeto nos abre todas as portas. Nós, às vezes, temos barreiras invisíveis, e é graças a este aprendizado que ganhamos força a partir do conhecimento de leis, de como desenvolver-nos. Sei que vamos conseguir romper todas as barreiras que nos apresentem”, afirmou.
Em sua 10ª edição, o Empoderando Refugiadas é uma iniciativa da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ONU Mulheres e Pacto Global da ONU – Rede Brasil. Neste ano, ele está sendo oferecido em seis cidades brasileiras. As aulas seguem uma abordagem a partir de três pilares: o empoderamento feminino, a formação profissional e a autossustentabilidade, trazendo assuntos como comunicação ativa, direitos no Brasil e como usufruir de oportunidades profissionais e acadêmicas.
Na capital paraense, o Empoderando Refugiadas também recebe apoio da Copel, do Serviço Social da Indústria do Paraná (SESI-PR) através do Sistema FIEP e do Museu Paranaense.
Fonte: ACNUR Brasil.




