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O Brasil pode se retirar de organismos multilaterais onde acumula dívidas. Segundo a Folha de São Paulo, o motivo alegado é falta de dinheiro. Contudo, em alguns casos a motivação seria ausência de retorno.
O acúmulo de dívidas chegou, em novembro, a US$ 1,546 bilhão (cerca de R$ 8,8 bilhões). Somente com a Organização Mundial da Saúde (OMS/ONU) e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) o débito do Brasil está na casa dos R$ 500 milhões.
Nas avaliações do Ministério da Economia, o país teria baixíssimo retorno das agências de fomento da América Latina. A Corporação Andina de Fomento (CAF), porém, seria uma das exceções, enquanto seriam desprezíveis presenças em fundos no Mercosul e da Bacia do Prata.
O proponente da medida é o ministro da Economia, Paulo Guedes. Por sua vez, o Itamaraty, acredita que uma debandada generalizada pode deixar o país sem votos em organismos da Organização das Nações Unidas (ONU).
A decisão final não foi tomada, mas a equipe econômica acredita que o Brasil tem desvantagem em alguns organismos e participa de certas entidades de forma redundante. Um exemplo disso é o Focem (Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul) e o Fonplata (Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata). Esses dois órgãos demandam por ano mais de R$ 550 milhões.
Ao mesmo tempo, o Ministério da Economia entende que, em alguns órgãos, a participação do país é vantajosa como a CAF (Corporação Andina de Fomento), que funciona como um banco multilateral e do qual o Brasil participa desde 1995.
O Ministério da Economia fará uma análise aprofundada sobre a participação em organismos internacionais para racionalizar o uso dos recursos juntamente com o Itamaraty. Recentemente, por decisão de Paulo Guedes, o Fundo Monetário Internacional (FMI) foi solicitado a encerrar o escritório que mantinha no país.




