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O Primeiro-Ministro da Etiópia, Abiy Ahmed Ali, reiterou nesta semana o compromisso de seu governo com a consolidação da democracia no país. Durante uma rodada de diálogos com representantes de partidos políticos registrados, o líder etíope destacou a importância de manter canais abertos de escuta e cooperação com as forças políticas nacionais.

Em declaração oficial, Abiy lembrou que a decisão de ampliar o espaço político tomada em 2018 representou um ponto de inflexão na história recente do país. “Desde então, temos trabalhado para promover um ambiente democrático — passando de uma postura histórica de enxergar os partidos como oposição para reconhecê-los como concorrentes legítimos”, afirmou.

Para o premiê, esse novo cenário político tem como base a crença de que uma cultura de disputa pacífica é fundamental para o futuro da Etiópia. “A transformação política que iniciamos se apoia na convicção de que o diálogo e a convivência democrática são pilares essenciais para a estabilidade e o desenvolvimento nacional”, reforçou.

Desde a abertura política, centenas de partidos foram registrados junto ao Conselho Eleitoral Nacional da Etiópia. Com o objetivo de fortalecer essa diversidade, o governo etíope mantém plataformas de diálogo contínuo com lideranças políticas de diferentes espectros ideológicos. As conversas mais recentes fazem parte de uma série de consultas que o Primeiro-Ministro tem conduzido ao longo da semana com diversos setores da sociedade.

Segundo o governo, a iniciativa busca recolher contribuições concretas a partir das preocupações e propostas apresentadas por cada partido, representando as vozes de suas respectivas bases eleitorais. O movimento é visto como um novo passo na construção de instituições mais participativas e na promoção de uma cultura política mais inclusiva.

A Etiópia, que por décadas viveu sob forte centralização do poder e enfrentou diversos conflitos internos, vem tentando consolidar um modelo democrático mais plural. Especialistas internacionais consideram a abertura política iniciada em 2018 como uma das reformas mais significativas na região do Chifre da África nos últimos anos.

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