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São 10 ilhas, com praias, sol e uma excelente culinária, em Cabo Verde, país africano de rara beleza. “É tudo que o turista deseja”, conta o embaixador
José Pedro Máximo Chantre d´Oliveira. Segundo o diplomata, um visitante brasileiro encontrará muitas surpresas em seu país, como o tempo de voo de 3,5 horas, a partir do Nordeste, o que está previsto para o segundo semestre deste ano, com a retomada de voos diretos e o que dá a sensação de se tratar de um voo doméstico.
Em entrevista exclusiva ao Diplomacia Business, o embaixador cabo-verdiano comenta que os brasileiros não precisam de visto para entrar em Cabo Verde e que o país tem “a mesma língua e cultura muito próxima da brasileira, a beleza do território e das gentes, a paz social que deriva de uma estabilidade política”. Na opinião de José Pedro Chantre, cada ilha tem os seus encantos e peculiares e é preciso visitar cada uma delas. “O visitante terá oportunidade de eleger suas prioridades: praias, montanhas, cultura, história, desporto como surf, windsurf, kitesurf, bodyboard, etc”.
Voos diretos – Segundo o embaixador, em tempos normais é muito simples viajar para o país, mas atualmente devido à pandemia as viagens são feitas via Lisboa. Contudo, voos diretos do Brasil para Cabo Verde devem ser retomados já no 2ºsemestre deste ano. “Em paralelo, estamos trabalhando para que alguma companhia aérea brasileira com destino à Europa, faça um stop-over, na ilha do Sal que é a mais turística, quer na ida como na vinda”.
O embaixador informa que Cabo Verde é um dos três países mais vacinados de África. “Pode-se viajar sem qualquer receio”, comenta, lembrando que
o turismo no país pode ser feito 365 dias ao ano. “Todavia, para quem procura apenas o bronze nas praias paradisíacas, aconselharia de julho a dezembro. Para os amantes dos desportos aquáticos que exigem o vento, aconselharia de janeiro a maio”, comenta.
As águas em Cabo Verde são de cor azul, as praias são de areias brancas em sua maioria, e cada ilha tem um microclima específico. A ilha do Sal, com águas cristalinas, é um dos maiores encantos do país. Conhecida pelas salinas que dão nome à ilha, fica no município de Cabo Verde. Nesse passeio, é possível banhar-se nas salinas com níveis elevados de salinidade; o que proporciona que a pessoa flutue na água. O visitante pode ainda se relaxar em spas, fazer máscaras de lama e massagens.
Santa Maria é outra praia bem conhecida, com mar calmo e quase três quilômetros de praia. Em Buracona estão as piscinas naturais. De tanto bater nas pedras vulcânicas, o mar abriu buracos, as piscinas.
Independência – As relações entre o Brasil e Cabo Verde são excelentes, segundo o embaixador José Pedro Chantre. “Após a assinatura da Independência, em 5 de julho de 1975, o Brasil foi o primeiro país a reconhecer essa independência 8 horas depois. Há menos de 1 anos esteve aqui o nosso presidente da República, em visita de estado, e a forma como foi recebido pelas autoridades brasileiras não poderia ser mais fraterna. Para além das relações bilaterais temos ainda encontros na ONU, CPLP e ZOPACAS”.
Catchupa – O prato preferido cabo-verdiano do embaixador é a Catchupa feito à base de milho seco, feijões, certos legumes e carnes salgadas, principalmente de porco. Segundo ele, entre suas prioridades está divulgar cada vez mais o nome de Cabo Verde, sua proximidade geográfica com o Brasil, as grandes afinidades entre os dois povos, promover o arquipélago como destino turístico.
O diplomata também lembra que artistas brasileiros de renome têm participado dos maiores festivais em Cabo Verde e cita cantores caboverdianos internacionais como Cesária Évora, Tito Paris e Diva em palcos brasileiros. Diz que a música brasileira foi sempre muito consumida pelos caboverdianos, “inclusivamente em um dos nossos géneros musicais – Coladeira – podemos encontrar muita influência brasileira do tempo da Bossa Nova”.




