O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, astronauta Marcos Pontes, realizou no sábado (5), a inauguração do Laboratório satélite Vitória-Régia e do Projeto Providence na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, localizada na Amazônia, a 600 quilômetros de Manaus (AM), em pronunciamento o ministro disse que a reserva será a primeira unidade de conservação no mundo a ter a biodiversidade totalmente monitorada de maneira automatizada e em tempo real.
Pontes agradeceu pelo “excelente” trabalho que tem sido desenvolvido pelo Instituto Mamirauá e também agradeceu o apoio do Exército Brasileiro, Polícia Federal e Polícia Militar do Amazonas pelo apoio logístico e operacional na missão.
O ministro também destacou a relevância das estratégias voltadas para atuação em diversas áreas. “Eu posiciono o Ministério como uma caixa de ferramentas para ajudar em todos os outros setores, seja na indústria, no agronegócio, na infraestrutura, no meio ambiente, em todas as áreas, e a partir daí nós criamos as nossas estratégias, diretrizes e assim por diante.”
Ministro conselheiro e chefe da Chancelaria da Embaixada da Argentina no Brasil, Pablo Antonio de Angelis, parabenizou a equipe envolvida pelo “belíssimo” trabalho de inauguração do laboratório Flutuante Vitória-Régia. “Parabéns por conseguir tirar do papel essa ideia maravilhosa. Essa é uma ferramenta incrível; ninguém poderia imaginar que existe um laboratório flutuante na Amazônia e que, sem dúvida, vai ajudar a ciência” disse.
O embaixador da Alemanha no Brasil, Heiko Thoms lembrou que existe uma cooperação científica de longa data entre a União Europeia, Alemanha e Brasil, e há intenção de ampliá-la e difundí-la. Ele parabenizou o MCTI e o Brasil, destacando que o projeto SALAS/MCTI é muito promissor, ambicioso e vai fortalecer a nossa relação e promover maior interação entre os países.
Já o embaixador da Suíça no Brasil, Pietro Lazzeri, declarou que “esses laboratórios são olhos e ouvidos”, que permitem conhecer melhor o território, para trazer benefícios não só para a pesquisa, mas também as comunidades. “Porque um componente importante fundamental é a integração na sociedade, no lugar onde a pesquisa está sendo desenvolvida”, afirma.
Por sua vez, o embaixador-chefe da delegação da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybáñez, falou da importância de divulgação das ações que o Brasil desenvolve na área de pesquisa científica. “Essas são as boas notícias que o Brasil nos faz chegar. Essas são coisas que queremos ouvir no mundo inteiro, sobre coisas que o Brasil está fazendo, e fazendo bem”, ressaltou.
O ministro finalizou a cerimônia de lançamento do Laboratório Satélite Vitória-Régia e do Projeto Providence exaltando as tecnologias que irão beneficiar os estudos e pesquisas científicas na Região Amazônica. “Esta é a primeira reserva do Planeta que é monitorada 24h, sete dias por semana, e isso é muito importante para que a gente acompanhe cada um desses desenvolvimentos”, destacou. “É muito importante ampliar isso aí agora para todo o restante, então estou muito feliz hoje. Esse laboratório totalmente sustentável dá um exemplo de coerência”.
Monitoramento em tempo real
O monitoramento automatizado dos animais da Reseva Mamirauá/MCTI por meio de imagens e sons faz parte do Projeto Providence, uma cooperação internacional liderada pelo Instituto Mamirauá e financiada pelo MCTI e pela Fundação Moore. A reserva possui mais de 1,1 milhão de hectares e fica localizada na região do médio Solimões, no estado do Amazonas.
O projeto Providence, desenvolvido pelo Instituto Mamirauá/MCTI em parceria com a Universidade Politécnica da Catalunha, na Espanha, monitora a biodiversidade com uma rede de câmeras e microfones escondidos na reserva, automatizando o processo de monitoramento da fauna brasileira e identificando as espécies por conta própria, em tempo real.
O diretor Técnico-Científico do Instituto Mamirauá/MCTI, Emiliano Ramalho explica que o equipamento Providence escuta, identifica, entende e classifica as espécies; ele também faz a classificação por meio da imagem. A ideia é aproximar as pessoas da biodiversidade da Amazônia. São 20 módulos totalmente autônomos que fazem análise e enviam as informações para uma base via satélite em tempo real.
O sistema foi instalado em módulos de vídeo e áudio terrestres e é capaz de identificar 40 espécies, incluindo aves, mamíferos e répteis. A identificação é feita visualmente e por meio dos sons que animais produzem como o canto de uma arara ou o urro de um macaco. Com a tecnologia ainda mais aprimorada, com custos reduzidos prevê o monitoramento total da reserva e em tempo real.
Os módulos instalados na unidade de conservação não apenas registram a imagem dos animais como também identificam a espécie através de um software. As câmeras são alimentadas por energia solar e os dados enviados em tempo real para os pesquisadores via satélite.
* Com informações de MCTI,
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