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Em uma noite marcada pela emoção, pela amizade e pelo reconhecimento ao trabalho diplomático, o Embaixador do Líbano no Brasil, Elias Nicolas, ofereceu um jantar de despedida em homenagem a três representantes diplomáticos que encerram suas missões no país: o Embaixador da República de Malta, John Aquilina; a Embaixadora da República Árabe do Egito, Mai Taha Khalil; e o Embaixador do Reino Hachemita da Jordânia, Maen Masadeh.

Realizado em Brasília, o encontro reuniu embaixadores, diplomatas e amigos dos homenageados. O jantar, cuidadosamente preparado com a tradicional gastronomia libanesa, foi precedido por discursos que ressaltaram a importância das relações entre Brasil e os países representados, além dos laços pessoais construídos ao longo dos anos.

A cerimônia teve como anfitriões o Embaixador Elias Nicolas e sua esposa, Lara, e contou também com a presença do Embaixador Carlos Sérgio Sobral Duarte, Secretário de África e de Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores; do Embaixador Nabil Adghoghi, decano do Conselho de Embaixadores Árabes no Brasil; do Embaixador Ibrahim Alzeben, ex-decano e representante da Liga Árabe, entre outros convidados.

Elias Nicolas: “A despedida é uma doce lembrança”

Ao dar as boas-vindas aos convidados, o Embaixador Elias Nicolas iniciou seu discurso com bom humor, fazendo referência ao célebre compositor brasileiro Tom Jobim.

“Um dos ídolos da música do Brasil, Tom Jobim, disse que o Brasil não é para iniciantes. E aqui estou eu, surpreendido por uma jornada já avançada. Acho que sou o único iniciante aqui entre vocês — se não em tudo, pelo menos no português brasileiro”, brincou.

O diplomata agradeceu a presença dos convidados e destacou a importância da noite para homenagear os três colegas que deixam o país.

“Estou muito feliz por estarmos juntos esta noite para nos despedirmos de três dos nossos caros colegas. Como dizia Shakespeare, a despedida é uma ‘doce lembrança’. Acho que ele estava pensando em quem se vai, não em quem fica. Para nós, realmente, não é nada agradável dizer adeus a caros colegas e amigos com quem trabalhamos e desfrutamos da vida.”

Segundo Elias Nicolas, a despedida também possui um significado agridoce para aqueles que encerram uma missão diplomática.

“Imagino que, para vocês, seja um sentimento agridoce: doce porque cumpriram o seu dever e alcançaram os seus objetivos; e nostálgico porque deixam para trás uma parte de suas vidas, ótimas lembranças no Brasil — o país que adoram — e com os brasileiros, o povo que amaram.”

Ao se dirigir ao Embaixador John Aquilina, Elias Nicolas recordou uma história de mais de duas décadas, quando os dois se conheceram durante a passagem do diplomata libanês por Sydney.

“John, não sei se todos aqui sabem, mas você já era uma figura pública de alto nível na Austrália antes de ingressar no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Poucos colegas sabem que você já era um político proeminente quando fui designado para Sydney, há mais de 25 anos, em meu primeiro posto como cônsul e, depois, como vice-cônsul-geral.”

O embaixador libanês também destacou a herança histórica compartilhada entre Líbano e Malta.

“O Líbano e Malta compartilham a herança dos fenícios, e isso também é muito importante.”

Sobre a Embaixadora Mai Taha Khalil, do Egito, Elias ressaltou seu profissionalismo e sua personalidade.

“O Egito, Umm al-Dunya, como chamamos em árabe — a Mãe do Mundo —, produziu muitos diplomatas e embaixadores proeminentes espalhados pelo planeta. Para mim, a Embaixadora Mai é definitivamente uma delas. Ela reúne três qualidades raras em uma só pessoa: profissionalismo, elegância e um ótimo senso de humor.”

Ao falar sobre o Embaixador Maen Masadeh, Elias Nicolas destacou a proximidade entre Brasil e Jordânia e as características que, segundo ele, representam o diplomata jordaniano.

“A Jordânia é um país irmão e leal, e o Embaixador Maen encarna fielmente o espírito jordaniano: poucas palavras, muito trabalho, orgulho, realizações com humildade e uma seriedade pautada pelo respeito.”

Ao concluir, Elias Nicolas agradeceu ao Brasil pelo apoio ao Líbano.

“Obrigado, Brasil. Agradeço a todos os nossos amigos por serem um apoio inestimável ao Líbano. Enquanto nossa liderança inicia um novo capítulo na nossa vida política, acredito que, com o seu contínuo apoio, o Líbano voltará a brilhar, em vez de ser consumido por guerras alheias em nosso território.”

Itamaraty destaca legado dos três embaixadores

Representando o Ministério das Relações Exteriores, o Embaixador Carlos Sérgio Sobral Duarte agradeceu ao anfitrião pela recepção e saudou os representantes do corpo diplomático árabe.

“Obrigado, Embaixador Elias Nicolas e família, por nos receberem esta noite. Permitam-me também agradecer ao Embaixador Nabil Al-Dhaheri, decano do Conselho de Embaixadores Árabes no Brasil, estendendo os meus cumprimentos ao Embaixador Ibrahim Zaidan, que ocupou esse cargo por muitos anos e que, felizmente, continua conosco como representante da Liga Árabe.”

Antes de abordar a trajetória dos três homenageados, Duarte destacou a importância do Líbano para o Brasil.

“Acredito que, para todos nós brasileiros, o Líbano possui uma presença marcante em nosso país. Em tempos recentes, acompanhamos notícias difíceis vindas daquela região do mundo, e do Líbano em particular. Isso toca profundamente o nosso sentimento e reafirma o nosso desejo de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para aliviar essa ansiedade e sofrimento.”

O secretário também ressaltou a força dos laços culturais entre os dois países.

“A cultura libanesa está profundamente enraizada em nossos costumes e em nossa sociedade.”

Malta e Brasil: 50 anos de relações e uma nova Embaixada

Ao falar sobre John Aquilina, Carlos Duarte destacou a convergência entre Brasil e Malta em temas da agenda internacional.

“Nossos dois países, Brasil e Malta, compartilham há muito tempo uma afinidade natural de visões sobre diversos temas da agenda internacional.”

O diplomata brasileiro lembrou a atuação conjunta dos dois países no Conselho de Segurança das Nações Unidas durante o biênio 2023-2024 e o aniversário de 50 anos das relações diplomáticas.

“Esse entendimento político fortaleceu-se ainda mais no ano passado, ao celebrarmos o 50º aniversário das relações diplomáticas entre as nossas nações.”

Duarte também reconheceu a contribuição de Aquilina para o aprofundamento das relações bilaterais.

“Desde a apresentação de suas credenciais em 2021, o senhor contribuiu decisivamente para o aprofundamento das nossas relações bilaterais, impulsionando iniciativas nas áreas de defesa, cooperação e comércio.”

Segundo o secretário, o comércio bilateral também atingiu níveis inéditos nos últimos anos.

“O intercâmbio comercial atingiu níveis inéditos nos últimos anos, refletindo a grande complementaridade econômica entre as nossas nações.”

Jordânia e Brasil ampliam parceria

Em relação à Jordânia, Carlos Duarte destacou a visita do Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Amã, em 2024, quando foi recebido pelo Rei Abdullah II.

“O progresso recente em nossas relações com o Reino Hachemita da Jordânia foi ressaltado pela visita do Ministro Mauro Vieira a Amã em 2024, onde foi recebido por Sua Majestade, o Rei Abdullah II, e manteve conversas frutíferas com o Vice-Primeiro-Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros, Ayman Safadi.”

O secretário ressaltou ainda o papel de Maen Masadeh no aprofundamento da parceria entre os dois países e manifestou expectativa pela futura visita do monarca jordaniano ao Brasil.

Brasil e Egito: parceria estratégica e recorde comercial

Sobre a Embaixadora Mai Taha Khalil, Carlos Duarte destacou os avanços alcançados durante sua missão em Brasília.

“As relações entre o Brasil e o Egito avançaram de forma extraordinária durante a sua gestão em Brasília.”

Entre os principais marcos, mencionou a visita do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Cairo, em 2024, e o encontro com o Presidente Abdel Fattah El-Sisi.

“Naquela ocasião, foi assinada a declaração que elevou nossas relações à parceria estratégica.”

Duarte também ressaltou o crescimento do comércio bilateral, que atingiu US$ 5,1 bilhões, segundo os dados mencionados em seu discurso.

“O comércio bilateral continuou em expansão, atingindo o recorde histórico de 5,1 bilhões de dólares, o que consolida o Egito como o nosso principal parceiro comercial no continente africano.”

O secretário lembrou ainda a entrada do Egito no BRICS e a participação do país em importantes eventos realizados no Brasil.

“Durante a sua gestão, a senhora também acompanhou o ingresso do Egito no BRICS no início de 2024, além de ter trabalhado intensamente na preparação da participação do seu país em dois grandes eventos sediados no Brasil: o II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural e a COP30 em Belém.”

Ao finalizar, Carlos Duarte deixou uma mensagem de reconhecimento aos três diplomatas.

“Gostaria de expressar a nossa sincera gratidão ao Embaixador John Aquilina, ao Embaixador Maen Masadeh e à Embaixadora Mai Taha Khalil por suas inestimáveis contribuições para o fortalecimento dos laços entre o Brasil e os seus respectivos países. O trabalho de vocês no Brasil deixa um legado duradouro de colaboração e amizade.”

John Aquilina: “A construção da Embaixada é apenas o ponto de partida”

Em seu discurso de despedida, o Embaixador de Malta, John Aquilina, agradeceu ao anfitrião e aos convidados pela homenagem.

“Embaixador Elias e Sra. Lara, muito obrigado por suas calorosas boas-vindas e por nos receberem esta noite. Agradeço também a todos os nossos distintos convidados aqui presentes. Obrigado por honrarem a mim, à Mai e ao Maen com a presença de vocês.”

Aquilina fez questão de compartilhar uma história que considera simbólica da amizade entre Malta e Jordânia.

Segundo o diplomata, quando era embaixador em Pequim, o então Ministro dos Negócios Estrangeiros de Malta sofreu um grave ataque cardíaco durante uma visita à China. Diante da dificuldade para encontrar uma alternativa de transporte para o retorno do ministro a Malta, o Rei da Jordânia ofereceu sua aeronave privada para realizar o traslado.

“Por isso, seremos eternamente gratos. Eu prometi ao meu ex-ministro e amigo — que posteriormente se tornou Presidente de Malta — que, em todas as oportunidades que tivesse, eu contaria essa história. Portanto, conto essa história novamente hoje a todos vocês.”

Aquilina também ressaltou a relação histórica entre Malta e o Líbano, destacando a herança fenícia dos dois países.

“Embora a história de Malta remonte a mais de 5.000 anos, as origens modernas do país estão ligadas ao fato de que os seus fundadores foram os fenícios. E os fenícios, claro, vieram da terra do Líbano.”

O embaixador explicou que sua principal missão no Brasil foi estabelecer a primeira Embaixada de Malta não apenas no país, mas em toda a América Latina.

“Fui enviado para estabelecer uma Embaixada — a primeira Embaixada da República de Malta não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina —, e sou o primeiro embaixador a chefiá-la. As minhas tarefas foram cumpridas.”

Aquilina afirmou que a nova representação diplomática representa apenas o início de uma trajetória ainda maior.

“A construção da Embaixada não é o destino final, é apenas o ponto de partida. É a base sobre a qual os meus sucessores construirão e, assim esperamos, estabelecerão laços ainda mais estreitos com este país maravilhoso que é o Brasil.”

O diplomata recordou que, no início de sua missão, havia certo ceticismo sobre a relação entre os dois países.

“Quando vim para cá, pessoas bastante céticas, tanto em Malta quanto no Brasil, perguntavam: ‘Malta no Brasil? Por quê? Qual relação poderia haver entre os dois países?’. Mas essa relação agora é extremamente sólida e firme.”

Aquilina concluiu fazendo novamente referência a Shakespeare.

“Parting is such sweet sorrow, that I shall say good night till it be morrow” — a despedida é uma dor tão doce que eu diria “boa noite” até que amanheça… ou até que nos encontremos novamente.

Mai Taha Khalil: “Nunca fui tratada como estrangeira”

Em um dos momentos mais emocionantes da noite, a Embaixadora do Egito, Mai Taha Khalil, falou sobre sua relação pessoal com o Líbano e sobre o carinho que desenvolveu pelo Brasil.

“Vou tentar me acalmar e respirar fundo, porque sei que todos já estão cansados”, disse, antes de agradecer ao casal anfitrião.

Mai contou que possui uma ligação familiar com o Líbano.

“No primeiro dia em que os conheci, disse-lhes que há um pedaço do meu coração que vive no Líbano. Meu irmão e a família dele moram no Líbano há 12 anos, e os meus sobrinhos… Eu sempre brinco com eles porque falam árabe com um sotaque libanês fortíssimo.”

A diplomata afirmou considerar o Líbano uma segunda casa e revelou que pretende reencontrar os amigos na região.

“Eu amo o Líbano, que é como uma segunda casa para mim. Sei que voltaremos a nos encontrar lá.”

Ao falar sobre sua chegada ao Brasil, Mai destacou a relação construída com Carlos Duarte e lembrou que os dois já haviam trabalhado juntos nas Nações Unidas.

“O mundo diplomático não é feito de adeus, mas de um ‘até logo’. Esperamos nos reencontrar em breve.”

A embaixadora confessou que deixa o Brasil antes do esperado e que a despedida provoca sentimentos contraditórios.

“Estou deixando o Brasil antes do esperado e tenho sentimentos ambíguos: sinto-me triste porque me sentia muito confortável e em casa aqui. Foi o primeiro país onde nunca fui tratada como estrangeira; sempre me senti uma brasileira!”

Com bom humor, Mai garantiu que continuará visitando o Brasil.

“Tentamos viabilizar o voo direto entre os nossos países, então estarei sempre voltando. Tenho inclusive um casamento para ir em Recife no próximo mês de fevereiro, então vocês ainda me verão por aqui!”

Sobre John Aquilina, a diplomata destacou sua personalidade acolhedora.

“Você é uma pessoa extremamente calorosa, acessível e pé no chão. Muito obrigada pela sua amizade durante todo este tempo.”

Já ao se dirigir ao Embaixador Maen Masadeh, Mai falou sobre a histórica proximidade que mantém com os diplomatas jordanianos.

“Eu sempre tive uma ótima sintonia com todos os embaixadores da Jordânia; sempre houve uma química muito fácil entre nós.”

A diplomata terminou sua fala com uma mensagem de amizade.

“Muito obrigada a todos, meus queridos amigos — não apenas colegas, mas verdadeiros amigos. E, mais uma vez: vejo vocês em breve!”

Maen Masadeh: “Meu discurso termina aqui, mas a nossa amizade continua”

O Embaixador da Jordânia, Maen Masadeh, destacou que, mesmo com o encerramento das missões, as relações entre os países e as amizades construídas permanecem.

“Mesmo com a nossa partida, as nossas relações continuam a crescer até o último minuto. Minha esposa e eu agradecemos ao Embaixador Elias por tudo.”

Em seu último dia no Brasil, Masadeh afirmou sentir-se privilegiado pela oportunidade de estar ao lado dos amigos e colegas que conquistou durante a missão.

“Hoje sinto-me verdadeiramente privilegiado por tantos fatores que me deixam imensamente feliz — embora este seja o meu último dia em um país tão lindo e acolhedor como o Brasil.”

Com bom humor, destacou também os laços familiares que possui com a família do anfitrião.

“A Sra. Lara é jordaniana e, na Jordânia, temos um ditado que diz que dois terços do caráter dos filhos vêm da família da mãe. Portanto, temos mais laços com essa família do que vocês imaginam!”

Masadeh falou ainda sobre a amizade com John Aquilina e Mai Khalil, ressaltando a contribuição de ambos durante suas missões.

“Embaixadora Mai, o seu tempo no Brasil foi relativamente curto, mas a sua realização foi enorme. Sim, é verdade, mas isso custou o seu próprio tempo livre. No entanto, da melhor maneira possível, você cumpriu a sua missão.”

Um dos momentos mais marcantes de sua fala ocorreu quando mencionou a condecoração que recebeu do Embaixador Carlos Duarte.

“Obrigado, Brasil! Hoje é um dia extraordinário para mim, pois fui condecorado pelo meu grande amigo, Embaixador Carlos Duarte, com a mais alta comenda. Às vezes usamos a palavra ‘amigo’ por convenção, mas sinto que agora somos muito mais do que isso.”

Ao falar sobre o futuro, Masadeh afirmou que leva o Brasil no coração.

“Eu levo o Brasil no coração. Hoje o mundo é pequeno: com a tecnologia e os meios de comunicação modernos, manter o contato é muito fácil. Hoje em dia, nada é distante.”

O diplomata convidou os amigos brasileiros e colegas a visitarem a Jordânia.

“Gostaria de convidar todos vocês a me visitarem na Jordânia e espero manter contato constante com cada um de vocês.”

E encerrou a noite com uma frase que sintetizou o espírito da homenagem:

“Meu discurso termina aqui, mas a nossa amizade continua.”

Uma noite de amizade, diplomacia e gastronomia libanesa

Após os discursos, os convidados participaram de um jantar requintado preparado pelo anfitrião, com pratos tradicionais da culinária libanesa. A gastronomia serviu como extensão da própria celebração, proporcionando um ambiente de confraternização entre diplomatas, autoridades e amigos.

Mais do que uma despedida formal, o encontro foi marcado por histórias pessoais, lembranças, reconhecimento profissional e demonstrações de amizade.

John Aquilina deixa o Brasil após liderar a abertura e consolidação da primeira Embaixada de Malta no país e na América Latina. Mai Taha Khalil encerra sua missão deixando como legado o fortalecimento da parceria estratégica entre Brasil e Egito. Maen Masadeh, por sua vez, conclui sua missão após contribuir para o aprofundamento das relações entre Brasil e Jordânia.

A noite terminou em clima de celebração, com a certeza compartilhada pelos quatro embaixadores de que, no universo diplomático, despedidas raramente significam adeus. Como resumiu John Aquilina, trata-se apenas de dizer “boa noite” até que chegue o momento de um novo encontro.

*É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

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