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Pode parecer improvável, mas o arroz plantado nos campos do Rio Grande do Sul pode ter algo em comum com os grãos servidos nos pratos tailandeses. E foi justamente esse elo que motivou a visita da embaixadora da Tailândia no Brasil, Kundhinee Aksornwong, ao coração da pesquisa de arroz brasileira.
Durante sua passagem pelo estado, a diplomata conheceu de perto o trabalho do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), com sede em Porto Alegre, e fez uma visita técnica à estação experimental de Cachoeirinha — a maior do estado e uma referência nacional em inovação no setor.
Recebida por lideranças do instituto, a embaixadora percorreu laboratórios, áreas de cultivo experimental e conheceu de perto projetos que buscam melhorar o rendimento das lavouras, enfrentar pragas e adaptar as plantações às mudanças do clima.
A Tailândia e o Brasil têm algo em comum além do clima tropical: os dois estão entre os maiores produtores de arroz do planeta. Por isso, a troca de experiências entre pesquisadores e instituições dos dois países promete render boas colheitas — especialmente no campo da cooperação científica e da sustentabilidade agrícola.
Mais do que uma visita diplomática, o encontro sinaliza a possibilidade de novas parcerias. Entre as ideias discutidas estão a criação de redes de especialistas, intercâmbio de conhecimentos sobre sementes, e soluções para uma produção mais eficiente e resiliente.
Hoje, o Rio Grande do Sul responde por mais de 70% de todo o arroz produzido no Brasil. E mais da metade das sementes plantadas no país vêm do banco genético mantido pelo próprio IRGA — uma prova de que a ciência está, literalmente, na raiz da produção.
Com essa aproximação, Brasil e Tailândia demonstram que inovação no campo e cooperação internacional podem caminhar juntas rumo a um futuro alimentar mais sustentável.
*A reprodução é permitida, desde que citada a fonte.




