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Após os protestos no Cazaquistão, que escalaram rapidamente para manifestações de violência, o governo agiu rapidamente para restaurar a paz. Além de decretar estado de emergência em todo o país, o presidente Kassym-Jomart Tokayev realizou mudanças no seu gabinete, apontando Alikhan Smailov como novo primeiro-ministro.
Nesta quarta-feira (12), o embaixador do Cazaquistão no Brasil, Bolat Nussupov, realizou uma coletiva de imprensa na sede da missão diplomática em Brasília. Ele fez um breve apanhado da situação, explicando que “em 2 de janeiro começaram as manifestações na região de Mangystau, no oeste do Cazaquistão, contra o aumento dos preços de varejo do gás liquefeito de petróleo. Os manifestantes exigiram que fossem reduzidos ao nível anterior e que uma série de questões socioeconômicas fossem resolvidas”.
Apesar de o governo do Cazaquistão ter respondido prontamente às demandas dos cidadãos e tomado medidas para reduzir os preços do gás, além de outras medidas, a violência não cessou. Conforme assegurou Nussopov, “infelizmente, protestos em várias grandes cidades foram usados por grupos terroristas, extremistas e criminosos para escalar a situação e agir com violência”. Isso foi visto nos ataques armados em massa contra escritórios administrativos, delegacias de polícia, bases militares, civis, incluindo paramédicos, bombeiros e jornalistas.
Nesse contexto, o governo realizou “uma operação antiterrorista no país com o objetivo de eliminar as ameaças à segurança nacional e proteger a vida e a propriedade dos cidadãos do Cazaquistão”. Tudo segundo os termos do Tratado de Segurança Coletiva e o Acordo sobre Atividades de Manutenção da Paz. O objetivo era evitar um golpe de Estado que desestabilizaria o país e toda a região.
Enquanto a situação era controlada, o presidente Tokayev formou “um Grupo de Investigação para conduzir uma investigação em grande escala e levar todos os responsáveis à justiça. Após a conclusão da investigação, os resultados da investigação serão disponibilizados à comunidade internacional”, explicou o embaixador.
Ainda segundo o chefe da missão cazaque em Brasília, “defendemos nossa democracia e Constituição dos radicais islâmicos e terroristas” e o governo lamenta que houve perda de vidas nesse processo. “Esta é uma grande tragédia para nós, os parentes das vítimas e todo o povo cazaque”, destacou.
O Cazaquistão está fazendo uma “reorganização radical de todo o sistema de segurança nacional”, e procura “melhorar o bem-estar dos cidadãos e restaurar a confiança dos investidores”.
O embaixador enfatizou que “foi garantida a segurança e proteção das missões diplomáticas estrangeiras no país, bem como pessoal e propriedade de empresas e investidores estrangeiros” e que o foco agora é “repensar o desenvolvimento futuro do país em benefício da sua população, dando continuidade às reformas iniciadas e fortalecendo nossa sociedade amigável e pacífica”.





