|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
A Embaixada da República do Panamá recebeu convidados na noite de terça-feira (5), na sede da Chancelaria, em Brasília, para comemorar a Data Nacional do país. Em 3 de novembro, o Panamá comemora o mais recente marco de independência de sua história, a separação da Colômbia em 1903. Este fato continua a ser um símbolo de orgulho para os panamenhos que celebram a decisão dos seus antepassados de construir um país livre e soberano.
A solenidade teve início com a execução dos Hinos Nacionais do Panamá e do Brasil, seguida dos discursos do recém-chegado Embaixador do Panamá no Brasil, Flávio Gabriel Méndez Altamirano e do Ministro Elio Cardoso, Diretor do Departamento de México, América Central e Caribe.

Em seu discurso, o Embaixador panamenho, Flávio Altamirano, afirmou que apesar de Panamá e Brasil terem mantido uma relação extraordinária durante mais de 100 anos, a amizade entre as nações começou a ser mais significativa na década de 1950, quando o Brasil ofereceu um conjunto de bolsas de estudo, beneficiando mais de 5 mil estudantes panamenhos. “Desses 5.000 estudantes, três deles estão nesta Embaixada, e um deles sou eu”, acrescentou o Embaixador.
Fez questão de destacar que um vetor importante nas relações entre os dois países é a diplomacia cultural, “uma arma muito poderosa, que une as pessoas e faz com que elas se entendam”. Além disso, o Panamá tem sido um parceiro econômico e comercial do Brasil, com grandes perspectivas para aumentar o fluxo turístico. “A Copa Airlines, por exemplo, voa 80 vezes por semana para o Brasil, para sete cidades”.
O diplomata informou que o Panamá está prestes a ingressar no Bloco do Mercosul e que, a partir do próximo ano, o Panamá, juntamente com outros quatro países (Dinamarca, Grécia, Paquistão e Somália) ocuparão os assentos não permanentes do Conselho de Segurança da ONU a partir de 1° de janeiro de 2025.
Sobre os conflitos atuais, Altamirano reforçou que a diplomacia e o diálogo são as únicas maneiras de contorná-los da melhor forma possível, pensando sempre nos dois lados envolvidos. No âmbito internacional, ressaltou a visita do Presidente do Panamá, José Raúl Mulino, à França, a primeira visita do atual líder à Europa. “Esse acontecimento abrirá portas para novas visitas”, disse.
O diplomata falou também sobre o anúncio feito pelo Governo Panamenho na segunda-feira (4), afirmando que o país possui 100% de energia renovável em seu sistema energético, somado ao fato da nação da América Central ser negativa para carbono. “Ainda temos capacidade para vender mais de 100 mil megawatts para a América Central”.

Por sua vez, o Ministro Elio Cardoso, Diretor do Departamento de México, América Central e Caribe, destacou a importância do Panamá para a região e para o mundo, principalmente pelo Canal do Panamá, uma das maravilhas da engenharia mundial que beneficia a todos com os produtos que por lá atravessam. “O canal confere ao país centro-americano uma forte identidade, sendo um grande facilitador do comércio internacional”.
Lembrou também que em março passado, o Brasil e o Panamá completaram 120 anos de relações diplomáticas, compartilhando valores, como a defesa da democracia, trilhando o caminho do desenvolvimento econômico e social. “Além disso, temos somado esforços para promover a integração regional, o que para nós brasileiros é também um imperativo constitucional. Nossa parceria já é sólida e vem ganhando densidade cada vez maior”.
Recordou ainda marcos importantes como a reunião dos Presidentes Lula e Mulino na cúpula do Mercosul, em Assunção, em setembro, e a visita do chanceler Martínez Acha, recebido no Brasil pelo seu homólogo, Mauro Vieira. Essas visitas lançaram bases importantes para ações concretas na agenda bilateral entre os dois países.
Segundo Cardoso, o Panamá é o principal parceiro comercial do Brasil na América Central, com potencial para expansão do relacionamento em termos de comércio e investimentos. “É uma tarefa que envolve não só governos, mas também empresas, como a Embraer e a Copa Airlines, que têm desempenhado papel importante na nossa aproximação”, disse.
O Ministro do Itamaraty finalizou sublinhando que se tudo caminhar bem, em breve será anunciada a entrada do Panamá ao Mercosul, primeiro país de fora da América Sul, que alcançaria esta condição. Parabenizou também o Governo e o povo panamenho pela celebração da independência.
O Embaixador finalizou a cerimônia propondo um brinde à amizade longeva e frutífera entre o Panamá e o Brasil.










