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Em Brasília, no dia 27 de março, a Embaixada de El Salvador no Brasil realizou uma recepção em celebração ao Dia Nacional do Café Pacamara, reunindo autoridades, diplomatas e convidados em torno de uma das variedades mais emblemáticas da cafeicultura salvadorenha.
O evento teve como foco a valorização do café não apenas como produto de relevância econômica, mas também como elemento cultural e instrumento de diálogo entre países. Ao longo da programação, o público foi convidado a explorar aromas, sabores e histórias que conectam tradições latino-americanas.
Durante a abertura, o embaixador Luis Aparicio destacou o papel do café como elo simbólico entre nações. Segundo ele, a bebida representa um espaço de encontro e convivência, capaz de aproximar culturas distintas por meio de experiências compartilhadas.

Variedade premium reforça conexão entre Brasil e El Salvador
O destaque da ocasião foi o café Pacamara, reconhecido internacionalmente por sua qualidade e perfil sensorial complexo. A variedade resulta do cruzamento entre o Pacas, típico de El Salvador, e o Maragogipe, originário do estado da Bahia.
A combinação confere ao Pacamara características únicas: grãos de maior dimensão e uma bebida equilibrada, com notas florais, nuances frutadas e acidez suave. Mais do que atributos técnicos, a origem híbrida do grão reforça o simbolismo da relação entre os dois países.
Degustação evidencia diversidade de métodos e sabores
A programação incluiu uma sessão de degustação orientada pelo barista Guilherme Barnabé, que apresentou diferentes formas de preparo. Métodos como filtrado tradicional, V60 e prensa francesa foram utilizados para demonstrar como variações na extração influenciam diretamente o perfil final da bebida.
A atividade permitiu aos participantes identificar nuances sensoriais do Pacamara e compreender aspectos técnicos envolvidos na preparação do café, ampliando a experiência para além do consumo cotidiano.

Café como ativo cultural e diplomático
A iniciativa também evidenciou o potencial do café como ferramenta de diplomacia cultural. Países com forte tradição cafeeira, como Brasil e El Salvador, encontram no produto um ponto de convergência que favorece o intercâmbio e a cooperação.
Nesse contexto, o café se consolida como um ativo estratégico que articula economia, cultura e relações internacionais. Ao reunir diferentes atores em um ambiente informal, eventos como esse contribuem para fortalecer vínculos institucionais e promover o entendimento mútuo.
Experiência reforça narrativa de conexão entre povos
Ao final do encontro, a mensagem predominante foi a de que o café ultrapassa sua dimensão de bebida para assumir um papel simbólico nas relações humanas. A proposta da celebração foi justamente evidenciar essa dimensão ampliada, na qual tradição, identidade e convivência se entrelaçam.



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