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Na quinta-feira, 3 de abril, a USP recebeu uma delegação de 14 integrantes da Escola de Estudos Avançados da Academia Diplomática da França (CHEAD, na sigla em francês), composta por profissionais franceses de diversas áreas, como o Senado, empresas e sindicatos, todos envolvidos em questões internacionais em suas organizações.
O grupo, acompanhado por representantes do governo francês, como a cônsul-geral adjunta da França, Prisca Ramesh, e a adida científica, Marion Magnan, cumpre uma agenda de visitas a diversas entidades de relevância localizadas em Brasília e São Paulo. O objetivo é conhecer mais detalhes sobre a cooperação entre Brasil e França e discutir a atuação diplomática entre os dois países. A USP foi incluída no roteiro devido à sua importância para a pesquisa no Brasil e na América Latina, seu forte histórico de cooperação com a França e a relevância de suas pesquisas.
Abrindo a programação da comitiva, o reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, recebeu os participantes para uma apresentação sobre a Universidade, seu papel na pesquisa mundial e regional e a importância dos acordos de cooperação firmados com instituições francesas. Durante a reunião, também foram discutidas as prioridades acadêmicas da USP e as inovações recentes desenvolvidas pela instituição.
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“Os laços da USP com a França são muito intensos e vêm desde a formação da Universidade. Esse relacionamento tem se fortalecido nos últimos anos, com eventos marcantes, como a visita do presidente [da França] Macron à inauguração do Institut Pasteur de São Paulo e o grande acordo acadêmico que estabelecemos com o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês), que também possui uma sede em nosso campus. Temos uma ex-ministra da Justiça da França, Christiane Taubira, como titular da Cátedra José Bonifácio, estudando sociedades amazônicas. Várias empresas francesas participam de nossas pesquisas em diversas áreas. Este ano, já estivemos em Paris em uma missão acadêmica e, em junho, retornaremos para participar da Vivatech, uma das maiores feiras de tecnologia da Europa. Para o futuro, estamos trabalhando em um projeto de parceria com o Instituto Nacional de Pesquisa Agrícola, Alimentar e Ambiental da França (Inrae, na sigla em francês)”, destacou o reitor.
Ao responder às perguntas dos presentes, Carlotti abordou o modelo de financiamento das universidades públicas paulistas, explicando que a maior parte dos recursos provém de um percentual de impostos, mas que a USP vem aumentando a captação por fontes alternativas, como agências de fomento e parcerias com empresas. Ele comentou ainda sobre o foco da gestão reitoral em inovação e empreendedorismo e expressou sua preocupação com a situação da pesquisa acadêmica nos Estados Unidos, informando que existem projetos em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para acolher pesquisadores interessados em atuar no Brasil.
O presidente da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (Aucani), Sergio Proença, apresentou dados sobre a representatividade da USP no cenário da pesquisa regional e mundial. Em relação à França, ele destacou números recentes: “Nos últimos cinco anos, tivemos 65 visitas de delegações e o estabelecimento de 366 acordos. Na área de mobilidade, enviamos 1.003 estudantes para a França e recebemos 292 franceses em nossas faculdades. Sediamos programas como as Cátedras Franco-Brasileiras e o Cofecub e organizamos eventos anuais, como a Semana Franco-Uspiana”. Proença também ressaltou que figuras-chave no estabelecimento da USP, em seus primeiros anos, vieram da França especialmente para essa missão. Entre eles, nomes como Claude Lévi-Strauss, Gérard Lebrun, Roger Bastide e André Weil.
A visita do grupo contou também com a participação do assessor da Fapesp e docente da Faculdade de Direito (FD) da USP, Fernando Menezes.
Após a reunião na Reitoria, a delegação visitou o Centro de Inovação da USP (InovaUSP) e o Centro de Inteligência Artificial (C4IA), onde foram apresentados projetos voltados para inovação e tecnologia. A programação continuou com uma visita às instalações do Institut Pasteur de São Paulo, com conversas a respeito de colaborações científicas entre o Institut Pasteur, o CNRS e a Fapesp.
Fonte: Jornal da USP ( Michel Sitnik).




