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Foi anunciado nesta semana, a abertura de corredores para “acesso seguro e desimpedido” de ajuda humanitária à população sudanesa que durante muitos meses foram privadas de alimentos, medicamentos e outras ajudas essenciais. A conquista é resultado das negociações de paz ealizadas em Genebra, na Suíça de 14 a 23 de agosto do ano corrente.
Nas últimas duas semanas, representantes dos Estados Unidos, da Suíça, da Arábia Saudita, das Nações Unidas, da União Africana, do Egito e dos Emirados Árabes Unidos concentraram-se na reabertura de três corredores humanitários: a passagem da fronteira ocidental em Darfur, em Adre, no norte Estrada Dabar de Port Sudan e a rota de acesso ao sul através de Sennar.
Apesar da necessidade de ajuda humanitária, os esforços de socorro ao país africano têm sido amplamente prejudicados pelos combates entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e as Forças de Apoio Rápido (RSF), que começaram em abril de 2023.
Desde então, a Organização das Nações Unidas, juntamente de diversos países têm apelado pelo fim do conflito que deixou mais de 40.000 mortos, deslocando mais de oito milhões de pessoas e empurrou a nação para a beira da fome em meio a um surto de cólera.
Em nota publicada hoje (27) pelo Itamaraty, “ao reiterar o apoio aos esforços diplomáticos em prol de uma solução negociada para a crise no Sudão, o governo brasileiro exorta as partes beligerantes à cessação imediata e incondicional das hostilidades, ao respeito ao direito internacional humanitário e à retomada do diálogo”.




