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A Colônia Árpád, também conhecida como Árpádfalva, localizada no interior do estado de São Paulo, foi palco de uma celebração emocionante no último fim de semana. O evento marcou os 100 anos da chegada dos primeiros imigrantes húngaros à região — um marco histórico para a comunidade e para os laços entre o Brasil e a Hungria.
A cerimônia contou com a presença do Embaixador da Hungria no Brasil, Miklós Halmai, e da Cônsul-Geral Zsuzsanna László. Junto a descendentes das famílias fundadoras, como Szűcs e Nagy, os diplomatas participaram de uma missa especial na igreja dedicada a Santo Estêvão, padroeiro da Hungria, localizada no coração da antiga vila.
Fundada em 1925, Árpádfalva foi um dos primeiros núcleos de imigrantes húngaros no Brasil. Em meio a desafios e saudades da terra natal, esses pioneiros construíram uma nova vida, mantendo viva sua cultura, tradições e fé.

Durante a celebração, o embaixador Halmai prestou homenagem aos imigrantes que cruzaram o oceano há um século em busca de um novo futuro. “É motivo de orgulho para a pátria húngara que seus filhos e filhas tenham deixado sua marca em um canto tão remoto do mundo”, declarou.
Um dos destaques da cerimônia foi a homenagem ao Sr. Carlos Alberto Szűcs, reconhecido pelo trabalho de resgate e preservação da história da colônia. Autor de um livro que narra a trajetória da comunidade húngara de Árpádfalva, Szűcs foi aplaudido por seu empenho em manter viva a memória dos antepassados.
A visita reforça a importância do vínculo entre os húngaros da diáspora e seu país de origem. “É fundamental para os húngaros de todo o mundo que a memória de lugares como Árpádfalva e das pessoas que os construíram seja preservada para as futuras gerações”, afirmou a cônsul Zsuzsanna László.
O centenário de Árpádfalva é mais do que uma comemoração histórica — é uma celebração da identidade, da resistência cultural e dos laços que atravessam fronteiras e gerações.




