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Representantes da Coalizão de Voluntários, da Ucrânia e dos Estados Unidos reuniram-se nesta terça-feira, em Paris, para reiterar o compromisso conjunto com a construção de uma paz justa e duradoura na Ucrânia, em conformidade com os princípios da Carta das Nações Unidas.

No encontro, as delegações saudaram os avanços alcançados nas discussões em curso entre autoridades americanas, ucranianas, parceiros europeus e outros atores internacionais, destacando a importância do diálogo contínuo para a estabilização do cenário de segurança na região.

Os participantes enfatizaram, de forma unânime, que a capacidade de defesa da Ucrânia é elemento central para garantir não apenas o futuro da segurança do país, mas também a segurança coletiva euro-atlântica. Nesse sentido, reforçaram que a preservação da soberania ucraniana e a garantia de uma segurança sustentável devem constituir parte integrante de qualquer acordo de paz, o qual deverá ser amparado por garantias de segurança robustas.

A Coalizão manifestou disposição para estabelecer um sistema de garantias de segurança com caráter político e jurídico vinculante, a ser ativado imediatamente após a entrada em vigor de um cessar-fogo, em complemento aos acordos bilaterais existentes e em consonância com os marcos constitucionais e legais de cada país envolvido.

Entre as medidas previstas, destaca-se a participação em um mecanismo de monitoramento e verificação do cessar-fogo, liderado pelos Estados Unidos, com contribuições dos membros da Coalizão. Um sistema de vigilância contínua e confiável será implementado, e a Coalizão terá representação em uma comissão especial encarregada de analisar eventuais violações, atribuir responsabilidades e propor medidas corretivas.

O apoio de longo prazo às Forças Armadas da Ucrânia também foi reafirmado. A Coalizão decidiu manter a assistência militar e o fornecimento de armamentos considerados essenciais para a preservação das capacidades defensivas do país. Esse apoio abrangerá, entre outros aspectos, pacotes de defesa de longo prazo, financiamento para aquisição de armamentos, cooperação no financiamento do orçamento nacional ucraniano destinado às forças armadas, acesso a estoques de defesa para resposta rápida em caso de novos ataques e apoio técnico à construção de estruturas defensivas.

Outro ponto central foi a criação de uma força multinacional para a Ucrânia, composta por contribuições de países voluntários da Coalizão, com o objetivo de apoiar a reconstituição das forças armadas ucranianas e reforçar a dissuasão. Planejamentos militares coordenados já foram conduzidos para preparar medidas de garantia nos domínios aéreo, marítimo e terrestre. Essas medidas serão implementadas, a pedido da Ucrânia, assim que houver uma cessação das hostilidades considerada crível. As ações serão lideradas pela Europa, com a participação de países não europeus da Coalizão e o apoio dos Estados Unidos.

Os participantes também concordaram em finalizar compromissos vinculantes para apoiar a Ucrânia em caso de uma nova agressão armada por parte da Rússia, incluindo o uso de capacidades militares, apoio em inteligência e logística, iniciativas diplomáticas e a adoção de sanções adicionais, com vistas ao restabelecimento da paz e da segurança.

Por fim, foi reafirmado o compromisso de aprofundar a cooperação de defesa de longo prazo com a Ucrânia, abrangendo iniciativas de formação, produção industrial conjunta no setor de defesa — inclusive com o uso de instrumentos europeus pertinentes — e cooperação em inteligência. Como medida adicional, decidiu-se pela criação de uma célula de coordenação Estados Unidos–Ucrânia–Coalizão no quartel-general operacional da Coalizão, em Paris.

*Com informações da Presidência da França.

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