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De 4 a 14 de dezembro, Havana sediará a 46ª edição do Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano (FINCL), que este ano homenageia o centenário de Alfredo Guevara, fundador do evento. A diretora do Festival, Tania Delgado Fernández, e o diretor de imprensa, Rubén Ricardo Infante, apresentaram no Hotel Nacional as principais novidades da programação, que inclui um destaque especial à cinematografia mexicana. Nesse contexto, os Estúdios Churubusco receberão o Coral de Honra pelos seus 80 anos.
Sob o lema “Rodando cine”, a campanha busca refletir o dinamismo da produção audiovisual e o espírito solidário do setor, especialmente após a passagem do furacão Melissa pelo leste de Cuba. Entre as iniciativas, o Cine Móvil levará sessões de cinema a comunidades afetadas, com apoio da comunidade cinematográfica internacional.
Uma das ações centrais desta edição é a MECLA “Isla Abierta”, novo mercado de cinema latino-americano que pretende transformar Havana em ponte estratégica entre América Latina, Caribe e Eurásia. A chamada está aberta a produtores, distribuidores, agentes de vendas, programadores, plataformas digitais, cineastas, instituições acadêmicas e autoridades do audiovisual. Segundo o presidente do ICAIC, Alexis Triana Hernández, a iniciativa deve impulsionar a circulação de obras e talentos, ampliar a cooperação entre Oriente e Ocidente e criar oportunidades de investimento e alianças estratégicas.
O Festival recebeu 2.225 inscrições, das quais 222 obras de 42 países foram selecionadas para a mostra oficial. Além dos tradicionais participantes latino-americanos, a programação incluirá uma nova seção dedicada ao cinema dos países BRICS.
A agenda cultural reúne exposições de cartazes em homenagem a figuras e obras icônicas — como Alfredo Guevara, Luis Buñuel e Vampiros em Havana — além de mostras de design contemporâneo assinadas por artistas como Raúl Valdés (Raupa). Também pela primeira vez será concedida uma bolsa destinada a mulheres cineastas com mais de 50 anos, iniciativa do Fundo de População da ONU em parceria com o Projeto Palomas.
O Festival celebrará ainda marcos institucionais, como os 40 anos da Fundação do Novo Cinema Latino-Americano, os 65 anos da Cinemateca de Cuba e do Noticiário ICAIC Latino-Americano, e a terceira edição do Fórum de Animação Juan Padrón in Memoriam.
O Brasil terá presença expressiva. Além de O Agente Secreto, exibido na programação geral, o país concorre com diversos títulos, como O Último Azul, Que as Rosas Brancas Caiam!, Arame Farpado (curta de ficção), A Natureza das Coisas Invisíveis (primeiro longa) e Como Nasce um Rio (animação), entre outras produções.

Fonte: Embaixada de Cuba.




