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A Embaixada da República Popular da China no Brasil promoveu, na noite de terça-feira (23), uma recepção para celebrar o 76º aniversário da fundação do país. O evento, realizado em Brasília, foi oferecido pelo embaixador Zhu Qingqiao e pela embaixatriz Zhou Yongmei, reunindo autoridades brasileiras, diplomatas e representantes da sociedade civil.

Em seu discurso, Zhu Qingqiao destacou os avanços obtidos pela China desde 1949 e a importância da parceria estratégica com o Brasil. “Sob a firme liderança do Partido Comunista, o povo chinês trilhou o caminho do socialismo com características próprias, trabalhando para construir um país próspero, democrático, civilizado e harmonioso”, afirmou o embaixador. Ele ressaltou ainda os compromissos de Pequim com o multilateralismo, o desenvolvimento sustentável e a governança global equilibrada.

Segundo o diplomata, China e Brasil — “os maiores países em desenvolvimento dos hemisférios oriental e ocidental” — compartilham valores de soberania, independência e justiça, além de manterem uma cooperação diversificada e em expansão. “De mãos dadas, lideramos o fortalecimento do Sul Global para enfrentar os desafios do nosso tempo”, disse Zhu.

Comércio e investimentos
O embaixador sublinhou o dinamismo do comércio bilateral, lembrando que a China é, desde 2009, o maior parceiro comercial do Brasil. Em 2024, Pequim respondeu por mais da metade do superávit da balança comercial brasileira e segue ampliando investimentos em setores estratégicos, como energia, infraestrutura, telecomunicações, economia digital, economia verde e inovação científica.

Entre janeiro e agosto deste ano, as exportações brasileiras para a China mantiveram crescimento consistente, com destaque para café (alta de 58%), carne bovina (21%) e açúcar (31%). O país asiático também adotou medidas para agilizar a habilitação de empresas exportadoras brasileiras e anunciou isenção unilateral de vistos para turistas do Brasil.

Intercâmbio cultural e acadêmico
O evento também reforçou a dimensão cultural da relação bilateral. A China anunciou o Ano Cultural Brasil–China para 2026 e celebrou avanços no turismo, com aumento de 23% no número de visitantes chineses no Brasil no primeiro semestre deste ano. Houve ainda o primeiro diálogo entre cineastas dos dois países, além da ampliação de programas acadêmicos e juvenis.

Cooperação internacional
Zhu Qingqiao reafirmou que China e Brasil mantêm coordenação em fóruns multilaterais como G20, BRICS e Nações Unidas, inclusive na agenda climática e em esforços de mediação de conflitos internacionais. “Independentemente das mudanças no cenário global, a China seguirá lado a lado com o Brasil para construir um mundo mais justo e um planeta mais sustentável”, concluiu.

Presença brasileira
A secretária de Ásia e Pacífico do Itamaraty, Susan Kleebank, representou o governo brasileiro e destacou os 50 anos de relações diplomáticas Brasil–China, comemorados em 2024. “A parceria estratégica global entre os dois países abrange comércio, ciência, tecnologia e investimentos, buscando influenciar uma ordem internacional mais justa e sustentável”, afirmou.

Na ocasião, os convidados foram recepcionados com pratos tradicionais da culinária chinesa e duas apresentações líricas. A soprano chinesa Yu Xi interpretou Mayila Variations, enquanto a cantora brasileira Marília Viagas apresentou Wo Ai Ni Zhong Guo (I Love You, China).

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