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Em um contexto global marcado pelos crescentes impactos das mudanças climáticas — chuvas extremas, ondas de calor, erosão costeira e desafios socioeconômicos e de saúde pública — o Brasil assume a liderança internacional e se torna o primeiro país do mundo reconhecido pela UNESCO a se comprometer a incluir a Alfabetização Oceânica em seu currículo nacional (Currículo Azul), integrada às escolas de todo o país e adaptada aos contextos regionais e locais.

Esta ação pioneira responde à recomendação do Diretor-Geral da UNESCO para que todos os Estados-membros comecem a incorporar a Alfabetização Oceânica nos currículos escolares até 2025. No Brasil, esta iniciativa inédita resulta da colaboração estratégica entre o Ministério da Educação (MEC), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a UNESCO e sua Comissão Oceanográfica Intergovernamental (UNESCO-COI), universidades federais, governos locais e redes escolares, estabelecendo um marco global na educação ambiental, científica e cívica.

A Ocean Literacy promove uma compreensão integrada do oceano, reconhecendo-o como um regulador climático, uma fonte essencial de vida e um catalisador para soluções sustentáveis ​​para erradicar a pobreza, promover a saúde, a inovação tecnológica, a cultura, a economia e a justiça ambiental.

Fórum Internacional em Brasília lança primeiro Currículo Azul do mundo

Como parte dos esforços nacionais para consolidar o Currículo Azul, Brasília sediará, nos dias 9 e 10 de abril de 2025, no Auditório do CNPq, o Fórum Internacional Currículo Azul: Experiências Internacionais em Educação e Alfabetização Oceânica para a Resiliência Climática.

O evento, precedido por reuniões preparatórias no dia 8 de abril, contará com discussões de alto nível com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, de outros ministros, autoridades do governo federal e representantes dos governos estaduais que lideram a implementação das ações de Alfabetização Oceânica e Currículo Azul.

Ao lado de educadores, formuladores de políticas e sociedade civil de vários países, autoridades e figuras notáveis ​​discutirão o papel fundamental da educação no enfrentamento das mudanças climáticas e na promoção de uma economia azul inclusiva e sustentável, alinhada à Agenda 2030 e ao Acordo de Paris.

O lançamento oficial do Currículo Azul reforça o papel crucial da educação na promoção da cidadania planetária, alicerçada na ciência e no engajamento social, colocando o Brasil na vanguarda dos preparativos para a Conferência do Clima (COP30), a ser realizada em Belém, Pará. Também demonstra o compromisso do Brasil com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e com a Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030).

Principais marcos já alcançados pelo Brasil na Alfabetização Oceânica:

Inclusão da Alfabetização Oceânica nos currículos escolares de 20 municípios e 4 estados (São Paulo, Pernambuco, Ceará e Pará);
Organização de Fóruns Regionais do Currículo Azul com ampla participação nacional;
Engajamento de mais de 100.000 alunos por meio do Programa Escola Azul;
Participação ativa de 350 bolsistas e 30 professores em clubes de ciências e projetos de liderança juvenil;
Liderança internacional por meio da Olimpíada Brasileira dos Oceanos (>62.000 estudantes em todo o Brasil), que se tornou internacional em 2024, envolvendo mais de 15 países.
Principais iniciativas do Governo Federal anunciadas durante o Fórum Internacional do Currículo Azul

Durante o Fórum, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Ministério da Educação (MEC), anunciarão as principais iniciativas nacionais relacionadas ao Currículo Azul, que somam investimentos de mais de R$ 5 milhões (aproximadamente US$ 900 mil).

O evento marcará o lançamento oficial da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2025, que terá como foco a Alfabetização Oceânica, incentivando o diálogo entre escolas, universidades e sociedade civil sobre inovação, sustentabilidade e conservação dos oceanos.

Será apresentada uma iniciativa inédita da CAPES/MEC: a formação especializada em Literacia Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, que abrange mais de 1.000 professores brasileiros, conduzida por uma rede nacional de sete universidades federais localizadas nas regiões costeiras do Brasil.

Também serão divulgados os editais para a 2ª Olimpíada Internacional dos Oceanos e a 5ª Olimpíada Brasileira dos Oceanos, com o objetivo de ampliar o engajamento estudantil nacional e internacional em atividades que promovam a conscientização e a educação sobre questões oceânicas, climáticas e socioambientais. A edição de 2024 da Olimpíada Brasileira registrou mais de 62.000 estudantes participantes em todo o país.

Por fim, destacando o compromisso do país com a equidade de gênero na ciência, será lançada a criação de 10 Clubes de Alfabetização Oceânica exclusivamente para meninas — uma iniciativa inovadora com R$ 1 milhão em financiamento para fortalecer a participação feminina nas ciências oceânicas e a liderança jovem em esforços de sustentabilidade e conservação.

Essas iniciativas reafirmam o compromisso do Brasil com a integração e implementação inclusiva da Alfabetização Oceânica na educação, consolidando a liderança do país na educação global sobre sustentabilidade.

Fonte: Unesco.

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