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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu na terça-feira (4), em Brasília, o vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia, Winston Peters. O chanceler neozelandês esteve acompanhado de uma delegação composta por empresários e parlamentares, em agenda voltada ao fortalecimento das relações políticas e econômicas entre os dois países.
Durante o encontro, foram assinados instrumentos de cooperação nas áreas de coprodução audiovisual e educação, além de um acordo que estabelece a isenção de vistos para portadores de passaportes diplomáticos e oficiais. As iniciativas buscam ampliar o intercâmbio cultural, acadêmico e institucional, além de facilitar o diálogo entre autoridades e a realização de projetos conjuntos.
A cooperação audiovisual deverá estimular parcerias entre produtoras e profissionais dos dois países, abrindo oportunidades para produções conjuntas e maior circulação de conteúdos culturais. Já o instrumento na área educacional prevê o fortalecimento de intercâmbios acadêmicos, colaboração entre universidades e iniciativas voltadas à pesquisa e à formação de estudantes e pesquisadores.
As relações entre Brasil e Nova Zelândia têm se caracterizado por um diálogo construtivo em temas como comércio, agricultura, inovação e sustentabilidade. Ambos os países são grandes produtores agropecuários e compartilham interesse em cooperação tecnológica voltada à produtividade e à sustentabilidade no setor.
No âmbito econômico, a corrente de comércio bilateral somou cerca de US$ 205 milhões em 2025. O intercâmbio inclui principalmente produtos agropecuários, alimentos e itens industriais. Apesar de ainda modesto, o volume comercial tem potencial de expansão, impulsionado pela complementaridade das economias e pelo interesse crescente de empresas em explorar novos mercados.
Brasil e Nova Zelândia também mantêm interlocução em fóruns multilaterais e em iniciativas voltadas à promoção do comércio internacional e da cooperação científica. A visita da delegação neozelandesa reforça a disposição dos dois países de ampliar a parceria bilateral e explorar novas oportunidades de cooperação em diferentes setores.
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